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Empresa de tradução DeepL reduz quadro de pessoal para acelerar transformação em direção à IA
A empresa criadora da ferramenta de tradução DeepL vai cortar 25% dos seus funcionários com o objetivo de "integrar a IA em todos os níveis do seu funcionamento" e manter-se na corrida por essa tecnologia em plena expansão, anunciou nesta quinta-feira (7) o CEO Jarek Kutylowski.
"Estamos reduzindo o quadro global de funcionários da DeepL em cerca de 250 postos", declarou em uma publicação na sua conta no LinkedIn o executivo.
A empresa, com sede em Colônia, no oeste da Alemanha, emprega ao todo mil pessoas e tem entre seus concorrentes ferramentas como o Google Translate e o Reverso.
Fundada em 2017, nos primórdios do desenvolvimento da IA generativa, a DeepL desenvolve ferramentas de tradução automática para texto, documentos e voz em tempo real.
Segundo Kutylowski, a IA permite hoje "a pequenos grupos – e até a indivíduos – realizar tarefas que antes exigiam equipes inteiras".
Na prática, o fundador da DeepL quer "transformar profundamente o funcionamento" da empresa, "integrando a IA em todos os níveis da sua organização".
A IA ficará encarregada das "tarefas rotineiras", deixando para o "ser humano" aquilo que "só ele pode oferecer: intuição, criatividade e gestão de projetos do início ao fim".
As equipes serão "menores e mais eficientes", haverá "menos níveis hierárquicos, decisões mais rápidas e uma redução considerável das idas e vindas que desaceleram as grandes equipes", explicou.
Ele acrescentou ainda que, internamente, a IA já está amplamente integrada, sobretudo na "engenharia de produtos" e no "atendimento ao cliente".
L.Wyss--VB