-
Manchester City enfrenta futuro incerto por infrações financeiras
-
EUA revisa para cima PIB do segundo trimestre, inflação segue estável
-
O que está em jogo para o futebol brasileiro com o fim das apostas online?
-
Passageira em voo para Israel alega que piloto tentou derrubar o avião
-
Trump-Lula, uma relação de altos e baixos
-
Pontos-chave do código de boas práticas assinado pelas gigantes americanas da IA
-
Príncipe Harry denuncia 'intrusão' de paparazzi na vida dos filhos
-
Com a aproximação do inverno, Rússia ataca o sistema de energia elétrica da Ucrânia
-
Nova geração de colonos radicais alimenta a violência na Cisjordânia
-
Milhões de crianças enfrentam riscos na América Latina devido ao El Niño, alerta Unicef
-
Primeiro-ministro britânico afirma que retornar à UE é uma de suas opções
-
Coalizão liderada pelos Estados Unidos conclui missão antijihadista no Iraque
-
Ladrões trocam cocaína por farinha em roubo dentro de tribunal de Fiji
-
Líder norte-coreano estaria 'extremamente obeso', segundo agência de inteligência de Seul
-
Raphinha é cortado da seleção por edema muscular
-
EUA reforça sanções contra Cuba
-
Pacífico mexicano resiste a passagem de furacão
-
OpenAI busca se tornar hub de IA em meio a crescentes temores sobre segurança
-
Líderes da IA prometem se autorregular após reunião com Trump
-
Prefeito anuncia medidas contra antissemitismo em Nova York
-
Inglaterra se recupera e vence República Tcheca (2-0) na Liga das Nações
-
Acusada de ataque contra casa de Rihanna está apta a ser julgada, diz juíza
-
Venezuelano baleado pelo ICE no Texas responde a crimes com penas de até 20 anos de prisão
-
Com 2 de Yamal, Espanha goleia Croácia (4-1) na Liga das Nações
-
Colonos israelenses atacam aldeia na Cisjordânia e incendeiam duas casas
-
Trump defende "autorregulação" da inteligência artificial diante de líderes do setor
-
Scaloni diz que há 'predisposição de ambas as partes' para continuar na Argentina
-
Queda de braço entre Fifa e Uefa ganha novo capítulo
-
Sob pressão de protestos, Espanha anuncia medidas para combater crise habitacional
-
Investigação descarta explosivos em possível plano de ataque a base britânica
-
Roubo de celulares no Brasil, um pesadelo de segurança em cada bolso
-
Mãe americana que matou os 3 filhos busca absolvição após ter julgamento anulado
-
OpenAI lança modelo de IA mais barato após descartar outro considerado inseguro
-
Malásia começa a repatriar milhares de migrantes de Mianmar
-
'O futebol não precisa de imperadores', diz presidente da Uefa sobre Infantino
-
Advogada de centro-direita é a primeira mulher chefe de Governo do Marrocos
-
Tensão social aumenta na França com greve de funcionários e protesto estudantil
-
Premier League considera Manchester City culpado de infrações financeiras 'graves'
-
Pacífico mexicano resiste à passagem do furacão Polo
-
Lula sanciona lei de incentivo ao futebol feminino a um ano da Copa do Mundo no Brasil
-
Emissário russo se reuniu com funcionários dos EUA para tratar da Ucrânia
-
Burnham vai propor 'diferentes opções' para as relações entre Reino Unido e UE
-
Com coleção folk e floral, Anderson reafirma seu estilo na Dior
-
ONU prorroga por seis meses missão da força antigangues no Haiti
-
UE espera preços da energia 'muito elevados' neste inverno
-
Às vésperas das eleições, Lula se inspira em Bad Bunny para criticar Trump
-
Aston Martin confirma Alonso e Stroll como pilotos para temporada 2027
O que está em jogo para o futebol brasileiro com o fim das apostas online?
Com a proibição das casas de apostas online no Brasil, grandes patrocinadoras do futebol do país, os clubes enfrentam uma situação sem precedentes, com negócios milionários e projetos esportivos em um momento de incógnita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição em uma disputa contra o senador de direita Flávio Bolsonaro, assinou na sexta-feira uma medida provisória que impede as atividades destas empresas, incluindo o patrocínio.
O líder de esquerda justificou a decisão pelos efeitos nocivos das apostas na saúde pública e pelo alto endividamento das famílias brasileiras.
Mas, para os clubes, estas receitas representam um verdadeiro maná financeiro, que ajudou a consolidar o domínio regional do Brasil, vencedor das últimas sete Copas Libertadores.
A seguir, o que está em jogo.
- Quanto os clubes recebem? -
Dos 20 clubes da Série A, 14 têm uma casa de apostas online como patrocinadora master. O dinheiro representou 34% das receitas comerciais das equipes em 2025, ou seja, quase 200 milhões de dólares (mais de um bilhão de reais), segundo a empresa Galapagos Capital.
O Flamengo, atual campeão da Libertadores e do Brasileirão, tem com a Betano o maior contrato de patrocínio da história do futebol sul-americano: 46 milhões de dólares (quase 240 milhões de reais) por ano. O valor equivale ao que o clube pagou neste ano pelo meia Lucas Paquetá, sacudindo o mercado continental.
"Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro?", questionou em um podcast o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, após a proibição.
"Essa medida compromete as receitas do futuro... as contratações que fizemos, os pagamentos que temos a fazer", acrescentou.
A Betano também patrocina o Brasileirão e a Copa do Brasil. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebe cerca de 14 milhões de dólares (72 milhões de reais) por ano pela presença da marca no nome das competições, segundo a imprensa especializada.
- Qual é a situação atual? -
A medida de Lula determina a retirada até 5 de outubro da publicidade das chamadas "bets", mas não especifica seus efeitos sobre o futebol.
O governo propôs uma reunião de diálogo com os clubes, que deve acontecer após o primeiro turno das eleições de domingo, informou à AFP uma fonte do Ministério do Esporte.
O Senado tem 120 dias para decidir se transforma a medida provisória em lei.
As principais associações de casas de apostas solicitaram na segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal que suspenda a medida por suposta inconstitucionalidade.
Lula, por sua vez, reafirmou sua postura. "Ou o Brasil acaba com as bets, ou as bets acabam com o Brasil", disse após as queixas dos clubes.
Para o presidente, as bets representam "apenas" 7% das receitas dos clubes.
- Quais os riscos para os clubes? -
Especialistas alertam para a incerteza enfrentada pelos clubes, com uma possível desvalorização de seus ativos comerciais e eventuais ações judiciais contra os times.
"Uma empresa endividada, uma empresa sem segurança jurídica, que não consegue honrar seus compromissos, sofre uma desvalorização", disse à AFP Fabiana Bentes, do centro de estudos sobre economia do esporte Sou do Esporte.
A perda é "muito grande", afirmou o presidente e dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço. "Vamos pensando, refazendo as contas", acrescentou.
O clube de Belo Horizonte, no entanto, receberá apoio econômico do governo estadual de Minas Gerais, que anunciou a ajuda para os clubes locais que ficaram sem patrocínio.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, ressaltou as dificuldades que os times enfrentarão para encontrar novos patrocinadores.
"É óbvio que isso desvaloriza o ativo, porque qualquer empresa que tenha interesse em patrocinar um clube de futebol vai ter quase todos os clubes disponíveis no mesmo momento", disse à CNN Brasil. "Então isso desvaloriza muito o ativo e faz com que a camisa perca valor de mercado", acrescentou.
- Fim do domínio regional? -
O Flamengo destacou que as receitas das apostas online impulsionaram o futebol brasileiro, que atualmente domina as competições sul-americanas.
Os patrocínios das bets aos clubes do Brasil começaram a aparecer em 2019, ocupando o espaço que já foi dominado pela Caixa Econômica Federal.
Desde então, 12 dos 14 finalistas da Libertadores foram equipes brasileiras. Com mais dinheiro, os clubes do país do futebol consolidaram uma vantagem esportiva sobre os vizinhos sul-americanos. Segundo o site especializado Transfermarkt, nove dos dez clubes mais valiosos do continente são brasileiros.
T.Zimmermann--VB