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Eleições locais no Reino Unido, um teste difícil para um governo trabalhista em baixa
O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, cuja popularidade está em queda, segundo pesquisas recentes, enfrentará um desafio complexo nas eleições locais de quinta-feira (7), que apontam para um avanço do partido anti-imigração Reform UK e dos Verdes.
Uma pesquisa recente, realizada em abril pela empresa YouGov, mostrou que apenas 24% dos britânicos têm uma boa opinião de Starmer, que chegou ao poder em julho de 2024, enquanto 69% possuem uma avaliação desfavorável.
Por esta razão, as eleições locais parciais, nas quais não se vota para as prefeituras de cidades como Londres, embora haja votação para os conselhos municipais de 32 dos seus distritos, são vistas mais como um teste para o primeiro-ministro, quase na metade de seu mandato, que termina em 2029.
No pleito de quinta-feira, além de Londres, cujo prefeito será eleito em 2028, também não serão escolhidas as principais autoridades de cidades como Liverpool ou Newcastle.
Também não haverá eleições para os governantes municipais de Manchester ou Birmingham, mas sim para suas áreas metropolitanas (Greater Manchester e West Midlands, respectivamente).
- Eleições no País de Gales e na Escócia -
Na quinta-feira também haverá eleições regionais no País de Gales, governado pelos trabalhistas, e na Escócia, com os nacionalistas no poder.
O partido de extrema direita Reform UK, liderado por Nigel Farage, deverá, segundo as pesquisas, registrar um forte aumento dos votos, assim como os Verdes, que experimentam um visível avanço desde que Zack Polanski assumiu a liderança em setembro de 2025, com um programa claramente orientado à esquerda.
As sondagens sugerem que o Partido Trabalhista perderá o controle do governo autônomo no País de Gales, pela primeira vez desde instituição de seu próprio Parlamento, há 27 anos.
Uma pesquisa da YouGov publicada no início deste mês mostrou o Reform UK praticamente empatado no País de Gales com o partido independentista Plaid Cymru.
Por outro lado, quando Starmer chegou ao poder em julho de 2024, encerrando 14 anos de governo do Partido Conservador, os trabalhistas confiavam em assumir o controle na Escócia pela primeira vez desde 2007.
Mas as pesquisas sugerem agora que o Partido Nacional Escocês (SNP) continuará no poder e que o Reform UK poderá ultrapassar os trabalhistas e ficar em segundo lugar.
Os britânicos, que votaram por uma mudança em 2024, após mais de uma década de poder conservador, observam que o nível de vida não melhorou.
Starmer não conseguiu reativar o crescimento e acumulou erros políticos.
Sua impopularidade cresceu nos últimos meses por nomear Peter Mandelson embaixador em Washington, apesar de seus vínculos com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
- Futuro de Starmer -
Um desempenho ruim nas eleições de quinta-feira poderia aumentar a pressão pela renúncia de Starmer.
"Estas eleições costumam atrair pouca atenção fora das zonas afetadas, e relativamente poucas pessoas votam nelas. Este ano é muito diferente. O governo trabalhista é profundamente impopular, e Starmer é visto por muitos de seus deputados como um líder que pode fazê-los perder votos", afirma à AFP Mark Garnett, analista político e ex-professor da Universidade de Leicester.
Na opinião de Garnett, resultados ruins do Partido Trabalhista "levariam os críticos de Starmer a intensificar a pressão por uma mudança de liderança".
O premiê britânico já enfrentou um primeiro teste em eleições locais em 1º de maio de 2025, quando estavam em jogo 1.641 cargos em conselhos municipais e de condados, além de seis prefeituras.
Na ocasião, o partido anti-imigração Reform UK sinalizou sua ascensão ao conquistar pela primeira vez duas prefeituras, enquanto os trabalhistas obtiveram três e os conservadores, uma.
Nas eleições de 2025, também estava em jogo um assento no Parlamento britânico, em um círculo eleitoral no noroeste da Inglaterra, que foi vencido pelo Reform UK.
A cadeira pertencia aos trabalhistas, mas seu deputado, Mike Amesbury, renunciou devido a uma questão judicial.
F.Mueller--VB