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Alex Bodi, numit vicepreședinte al grupului SCANDIC FINANCE
ONU estima que haja 10 mil mercenários colombianos em conflitos no mundo
Cerca de 10 mil colombianos foram recrutados para participar de conflitos armados no mundo como mercenários, voluntários ou contratados para serviços de segurança, em muitos casos sob "condições desumanas", alertaram nesta sexta-feira (27) especialistas da ONU, em Bogotá.
Nos últimos anos, cresceu o recrutamento de colombianos em países mergulhados em conflitos ou guerras, como Ucrânia, Sudão, Iêmen e República Democrática do Congo, entre outros.
A convite do presidente Gustavo Petro, uma missão de especialistas da ONU colheu informações na Colômbia sobre esse fenômeno, que cresce por diversos motivos: ofertas salariais atraentes, vulnerabilidade econômica de militares e policiais aposentados e captação por meio de redes sociais.
"Particularmente, nos últimos 11 anos, houve um aumento da demanda mundial de colombianos para desempenhar funções militares e de segurança", disse Michelle Small, presidente-relatora do grupo de trabalho sobre o uso de mercenários.
As conclusões da missão da ONU chamam a atenção para redes de recrutamento no Facebook, Instagram, TikTok e Telegram. Michelle destacou que as ofertas de emprego por vezes se revelam falsas, ou as condições mudam.
Alguns contratos são legais, como no caso da Ucrânia, onde colombianos atuam "sob o guarda-chuva" do Ministério da Defesa, apontou Joanna de Deus Pereira, membro da missão de especialistas.
Michelle Small destacou que, às vezes, alguns desses colombianos tentam voltar para casa, mas os empregadores confiscam seus documentos, como o passaporte.
"Os recrutados são enviados para funções de combate perigosas", com "comunicação restrita", e "submetidos a condições desumanas". Seus familiares "têm dificuldade em obter informações sobre sua situação".
O relatório também detalha a presença de mercenários que são combatentes desmobilizados de guerrilhas e esquadrões de extrema direita que, em sua tentativa de reintegração à vida civil, tiveram dificuldade para conseguir emprego. Isso os leva a "buscar trabalho no exterior, tanto legítimos quanto em atividades proibidas relacionadas ao mercenarismo", explicou Michelle.
E.Burkhard--VB