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EUA e Irã encontraram 'pontos de acordo importantes', diz Trump
O presidente americano, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (23), que há "pontos de acordo importantes" nos diálogos entre Estados Unidos e Irã que, segundo ele, têm que resultar na renúncia, por parte de Teerã, de suas ambições nucleares e de suas reservas de urânio enriquecido.
Trump afirmou que os diálogos - que o Irã nega que estejam ocorrendo - são realizados com "uma pessoa do mais alto nível", mas não com o líder supremo do país.
"Eliminamos a dirigência (...) Mas estamos tratando com o homem que acredito que é o mais respeitado e o líder" do país, disse Trump a jornalistas.
"Não queremos enriquecimento (ndr: de urânio por parte do Irã), mas também queremos o urânio enriquecido" que o Irã já tem escondido, acrescentou.
As declarações de Trump, antes de embarcar no avião presidencial Air Force One de volta a Washington, ocorreram após um fim de semana cheio de tensão.
Na sexta-feira, o republicano tinha ameaçado atacar a infraestrutura energética iraniana em "48 horas" se Teerã não permitisse a passagem de todos os navios pelo Estreito de Ormuz.
Teerã respondeu com ameaças similares aos países da região, o que provocou muito nervosismo nos mercados.
O presidente americano anunciou, nesta segunda-feira, a suspensão dos ataques por cinco dias. Depois, disse brevemente em conversa por telefone com a AFP que "tudo caminha muito bem" em relação ao Irã.
O Irá está vivendo "uma mudança de regime" e os Estados Unidos buscam uma relação parecida com a estabelecida com a nova dirigência venezuelana, após a captura do presidente Nicolás Maduro, agora preso em Nova York.
"Vejam a Venezuela, como está funcionando bem. Tudo está saindo tão bem, com o petróleo e a relação com a presidente" interina, Delcy Rodríguez. "Talvez encontremos alguém assim no Irã", disse Trump.
Se as negociações fracassarem, "seguiremos bombardeando até não poder mais", acrescentou Trump.
Seu filho, Mojtaba Khamenei, que ficou ferido nesse mesmo ataque, o substituiu oficialmente, mas não tem sido visto em público.
"Algo acontece com ele. Mas de toda forma, não o considero o líder" do país, comentou Trump.
"Eles ligaram, eu não liguei", insistiu Trump, ao responder as perguntas dos jornalistas sobre a mudança de rumo na crise no Oriente Médio.
C.Stoecklin--VB