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Rotas alternativas ao Estreito de Ormuz são insuficientes para atender à demanda
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transitavam antes da guerra no Oriente Médio 20% das exportações mundiais de petróleo, leva os países da região a buscar rotas alternativas para vender seu petróleo e os países consumidores a procurar outras fontes de abastecimento.
Entre essas alternativas estão alguns países da América Latina, uma região que se destaca por sua menor exposição ao conflito e por contar com exportadores líquidos de energia, cujas principais economias podem se beneficiar de preços mais altos.
"Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU) podem redirecionar parte de sua produção de petróleo bruto para terminais situados fora do Golfo", afirma a Agência Internacional de Energia (AIE).
"Essas medidas permitem compensar as perdas do fluxo de petróleo que transitava pelo Estreito de Ormuz", indica seu relatório mensal, publicado após o início da guerra.
No entanto, essas rotas alternativas "ajudam, mas continuam sendo insuficientes", destaca a consultoria Kpler.
Cerca de 20 milhões de barris por dia, ou aproximadamente 20% do consumo mundial de petróleo, passam normalmente pelo Estreito de Ormuz, com destino principalmente à China, Índia, Coreia do Sul e Japão.
Segundo a AIE, cerca de 350 petroleiros, carregados ou vazios, estão atualmente imobilizados ali. O Irã considera que navios dos Estados Unidos e de seus aliados são "alvos legítimos". Apenas cerca de 80 embarcações conseguiram atravessar o estreito desde o início da guerra.
- A opção dos oleodutos -
Em um estudo publicado em 9 de março, o banco Standard Chartered afirma que Kuwait, Catar, Bahrein e Iraque exportam praticamente todo o seu petróleo pelo estreito, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos dispõem de capacidade parcial por meio de oleodutos para evitar o transporte marítimo.
Na Arábia Saudita, isso ocorre por meio do oleoduto que liga Abqaiq, perto do Golfo, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. O reino registrou assim, em 9 de março, um recorde de exportações diárias a partir de seus portos ocidentais: 5,9 milhões de barris por dia, contra uma média de 1,7 milhão em 2025, segundo a AIE.
Os Emirados Árabes Unidos, por sua vez, transportam o petróleo pelo porto de Fujairah, no Golfo de Omã, para evitar o Estreito de Ormuz, embora os volumes adicionais sejam limitados.
Os dois países dispõem de uma capacidade adicional de transporte que pode chegar a 5,5 milhões de barris por dia, ressalta a AIE.
Mas, "apesar dos carregamentos recordes em Fujairah e Yanbu, as exportações efetivas do Oriente Médio continuam representando cerca de um terço de seu nível normal", observa a Kpler.
Ataques iranianos com drones e mísseis representam um risco permanente para essas instalações.
- América Latina à margem -
Nesse contexto global, a América Latina aparece como a região menos exposta aos impactos da guerra, segundo relatório da consultoria Capital Economics.
Ao contrário da Europa e da Ásia, que dependem de importações de energia do Oriente Médio, a maioria dos principais países latino-americanos é exportadora líquida de energia.
"Os preços mais altos da energia melhorarão seus termos de troca, aumentarão as receitas de exportação e reforçarão suas posições comerciais", afirmou a consultoria.
Grande parte dos países da região depende mais de energia hidrelétrica, eólica e solar e, nas duas semanas seguintes ao início da guerra, suas moedas em geral se mantiveram mais estáveis do que outras economias emergentes.
"Isso sugere que a América Latina pode se mostrar mais resiliente que outras economias emergentes diante do atual choque energético, e que países exportadores líquidos de energia podem até se beneficiar", afirmou o relatório, citando especialmente Colômbia, Brasil, Argentina, Equador, Venezuela e Guiana.
- Compras de longa distância -
As exportações de petróleo russo, cujas infraestruturas são atacadas regularmente pela Ucrânia, continuam insuficientes apesar da flexibilização parcial das sanções americanas.
"Embora a demanda por petróleo russo possa aumentar devido às grandes perturbações nos fornecimentos do Oriente Médio, nossas previsões para o país permanecem inalteradas por enquanto, com uma produção média de 9,3 milhões de barris por dia para o restante de 2026", afirma a AIE.
Nesse cenário, a consultoria Kpler estima que "as refinarias asiáticas deverão intensificar suas compras de carregamentos de longa distância provenientes da bacia atlântica", ou seja, dos Estados Unidos, da África Ocidental e da América Latina, já que não se prevê uma reabertura rápida do tráfego no estreito de Ormuz.
Essas rotas comerciais, porém, são mais longas e exigem mais navios, em um momento em que o mercado global de petroleiros já está sob pressão.
Antes da guerra, "prevíamos um preço médio do Brent de 60 dólares por barril em 2026, já que o mercado enfrentava um grande excedente", afirmou o centro de estudos Rystad Energy, destacando que desde 28 de fevereiro o preço do petróleo tem oscilado entre 80 e 120 dólares.
D.Schlegel--VB