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A marca Bolsonaro impulsiona a ascensão de Flávio a poucos meses das eleições
Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da prisão, designou como herdeiro político seu filho Flávio, nem ele mesmo pareceu levar muito a sério sua candidatura presidencial à frente da direita.
No entanto, o senador de 44 anos, que se apresenta como uma opção mais moderada que seu progenitor, surpreendeu muitos ao disparar nas pesquisas de opinião para as eleições presidenciais de outubro.
"Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado, eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado", disse depois que seu pai lhe encarregou de liderar sua poderosa base conservadora.
Jair Bolsonaro, de 70 anos, está inelegível como candidato e foi condenado a 27 anos de prisão em setembro por uma tentativa fracassada de golpe de Estado.
A designação de Flávio recebeu uma acolhida fria dos conservadores e do mercado.
Também gerou confusão quando o senador afirmou que poderia desistir da candidatura por um "preço", o que foi interpretado como uma tentativa de negociar uma anistia para seu pai.
Mas sua candidatura cresceu "mais do que os próprios bolsonaristas, inclusive, acreditavam", afirmou à AFP o cientista político Cláudio Gonçalves Couto, da Fundação Getúlio Vargas. "Eu acho que é a marca familiar que conta. Esse nome ainda tem uma força, junto a uma parcela grande do eleitorado."
- Empate técnico -
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, que derrotou Jair Bolsonaro por uma margem estreita em 2022, busca um quarto mandato nas eleições.
Dados do Datafolha publicados no sábado mostram um empate técnico no segundo turno, com 46% para Lula e 43% para Flávio. Em dezembro, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos percentuais.
Ambos apresentam níveis de rejeição igualmente altos em um país profundamente polarizado.
"Eu não confio na família Bolsonaro. No segundo turno, votaria no Flávio Bolsonaro porque eu voto em qualquer candidato que seja opositor ao Lula", declarou à AFP Bruno Cayres, diretor comercial de 38 anos.
Os críticos associam Lula, que ocupou o cargo durante quase 12 anos em três mandatos, a escândalos de corrupção e à incapacidade de reduzir a criminalidade. Seus apoiadores defendem seus programas sociais e o desemprego recorde.
As pesquisas refletem que a criminalidade e a violência são as principais preocupações dos brasileiros, seguidas pela corrupção e pela economia.
Para liderar a direita, foram cogitados vários nomes, incluindo o de Michelle, esposa do ex-presidente, que enfrentou críticas pelo apoio tímido ao enteado Flávio.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado favorito do mercado, recusou disputar a eleição.
Os candidatos serão confirmados oficialmente em meados de agosto.
- "Muita humildade" -
O deputado conservador Evair de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, disse à AFP que Flávio "aos poucos vai se apresentando, inclusive com uma qualidade de muita humildade, reconhecendo alguns dos erros que o pai dele pode ter cometido com a sua presidência. Isso naturalmente vai humanizando a imagem dele e ele".
Apesar disso, o senador também gerou polêmicas, como quando sugeriu em um tuíte que os Estados Unidos bombardeassem lanchas de traficantes de drogas no Brasil.
Eleito deputado pelo Rio de Janeiro aos 21 anos, o filho do ex-presidente defende posições conservadoras típicas como o direito de portar armas e os valores cristãos.
Durante sua etapa como legislador estadual foi acusado de participar de um esquema de 'rachadinha' com os salários de seus assessores, mas o caso foi arquivado.
Em discursos recentes, tem se concentrado em criticar o governo de Lula e defender o legado do pai, mas tentou ampliar seu apelo com vídeos emocionais sobre problemas que afetam as mulheres ou publicações sobre a fome no Brasil.
No X, surpreendeu ao usar linguagem inclusiva de gênero, algo desprezado pelo governo de seu pai.
Seu assessor de imprensa afirmou que buscaria uma companheira de chapa, possivelmente do Nordeste, bastião de Lula.
O mandato de Jair Bolsonaro foi marcado por controvérsias por comentários contra homossexuais e mulheres, pela minimização da pandemia e por críticas à vacina. Ele foi elogiado por suas reformas econômicas.
Flávio, por sua vez, vacinou-se publicamente contra o vírus da covid.
"Ele é mais escolarizado e treinado na relação com elites políticas e bastidores partidários, embora não seja um articulador", estimou Mayra Goulart, professora de ciência política na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Flávio não respondeu aos pedidos de comentário da AFP.
L.Wyss--VB