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Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio, que entrou em seu sexto dia nesta quinta-feira (5):
- Explosão em petroleiro no Kuwait -
Um petroleiro sofreu uma explosão em águas do Kuwait, o que causou um vazamento de petróleo, informou nesta quinta-feira a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
"O capitão de um petroleiro ancorado relatou ter testemunhado uma grande explosão no lado esquerdo do navio", na costa de Mubarak Al-Kabeer, no Golfo, publicou a agência no X. A tripulação está a salvo.
- Israel em alerta -
O Exército de Israel colocou o centro do país em alerta e ativou a defesa aérea para interceptar uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Antes, Israel havia afirmado que o número de mísseis iranianos lançados contra o seu território diminuía "a cada dia".
- Beirute volta a ser alvo -
O sul de Beirute, reduto do movimento pró-Irã Hezbollah, foi alvo de um novo ataque aéreo, na madrugada desta quinta-feira.
O Exército de Israel havia pedido à população libanesa que evacuasse o subúrbio de Beirute, em um contexto de aumento das hostilidades com o Hezbollah, com "confrontos diretos" no sul do Líbano, segundo o grupo pró-Irã.
- Mortes no Líbano -
Autoridades libanesas anunciaram três mortos em ataques israelenses contra dois veículos perto de Beirute. Antes, haviam relatado 72 mortos e mais de 83.000 deslocados desde o começo dos ataques, na última segunda-feira.
– 'Estamos indo bem', afirma Trump –
O presidente Donald Trump elogiou o desempenho dos Estados Unidos na guerra, dizendo que os líderes do Irã estão sendo eliminados rapidamente, e afirmou que seguirá em frente.
"Estamos indo bem na frente de guerra, para dizer o mínimo. Alguém me perguntou, em uma escala de 1 a 10, que nota eu daria? Disse que por volta de 15", declarou Trump a um grupo de executivos do setor de tecnologia.
- Novos ataques de Israel contra Teerã -
O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (4) que lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e afirmou que esta ofensiva tem como alvo infraestruturas militares pertencentes ao "regime iraniano".
Uma forte explosão sacudiu Teerã na noite (horário local) desta quarta, informaram jornalistas da AFP, e a mídia estatal iraniana reportou múltiplas explosões na zona oeste da capital.
A agência oficial de notícias iraniana IRNA afirmou que 1.045 pessoas, entre civis e militares, morreram no país desde o início da ofensiva israelense-americana.
- Israel entra no Líbano -
As forças israelenses entraram em vários povoados e aldeias no sul do Líbano, indicou à AFP uma fonte da Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (Unifil) nesta quarta-feira.
Israel, por sua vez, afirmou que tropas de três divisões — incluindo unidades de infantaria, blindadas e de engenharia — operam no sul do Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah reportou combates "diretos" com o Exército israelense.
O Exército israelense emitiu uma ordem de evacuação à população de um subúrbio de Beirute antes de atacar.
- Sem rendição -
"Estamos enfrentando uma agressão [...] Nossa opção é confrontá-la até o sacrifício máximo, e não nos renderemos", declarou o líder do Hezbollah, Naim Qassem, em seu primeiro discurso desde que estouraram os últimos enfrentamentos.
"Para nós, isto é uma defesa existencial", acrescentou.
- 100 mil deslocados de Teerã -
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) afirmou nesta quarta-feira que cerca 100 mil pessoas fugiram de Teerã nos dois primeiros dias de guerra.
- Irã agradece à Espanha -
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, agradeceu à Espanha o seu "comportamento responsável", depois que Madri se negou a permitir que aviões de guerra americanos usassem suas bases contra a República Islâmica.
Após o assertivo "não à guerra" do presidente de governo espanhol, Pedro Sánchez, o mandatário americano Donald Trump ameaçou suspender o comércio entre ambos os países.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira ter "entendido que, nas últimas horas, [a Espanha concordou em] cooperar com o Exército americano".
Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, desmentiu "taxativamente" essa versão.
- Catar e Turquia expressam indignação -
O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, repreendeu o chanceler do Irã por seu país tentar arrastar seus vizinhos para a guerra.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio,considerou nesta quarta-feira "inaceitáveis" os ataques contra a Turquia.
A Turquia convocou o embaixador iraniano depois que um míssil lançado do Irã que se dirigia ao espaço aéreo turco foi abatido pelos sistemas de defesa da Otan. Um funcionário de alto escalão da Turquia afirmou que o seu país "não era o alvo".
- Tripulação resgatada no Estreito de Ormuz -
A Marinha do Omã resgatou 24 tripulantes de um navio de carga atingido por mísseis no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo e especialmente importante para os petroleiros.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), o exército ideológico do país, afirmou ter o "controle total" do estreito, onde a empresa de consultoria Kpler indicou que o tráfego de petroleiros caiu 90% em uma semana.
- Irã ameaça atacar embaixadas israelenses -
As forças armadas iranianas ameaçaram atacar as embaixadas israelenses em todo o mundo se Israel atingir a missão diplomática de Teerã no Líbano, afirmou um porta-voz militar.
- EUA afirma ter afundado navio iraniano -
Um submarino americano torpedeou e "afundou um navio de guerra iraniano que acreditava estar seguro em águas internacionais" no Oceano Índico, informou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, nesta quarta-feira.
A Marinha do Sri Lanka recuperou 87 corpos de tripulantes iranianos da fragata IRIS Dena. Outros 32 marinheiros foram resgatados e as buscas continuam por 61 desaparecidos.
burs-cha/vla/ph/lgo/pt/clr/fp/jc/yr/mvv/rpr/am/ic-lb
H.Gerber--VB