-
Grupos armados tomam base militar no norte do Mali
-
Petro propõe coletar 2 milhões de assinaturas para impulsionar constituinte
-
Trump endurece sanções a Cuba em pleno 1º de Maio em Havana
-
Lando Norris conquista pole position da corrida sprint do GP de Miami
-
Principal sindicato da Bolívia declara greve por tempo indeterminado contra governo
-
Leeds vence Burnley (3-1) e praticamente garante sua permanência na Premier League
-
Academia veta atores e roteiros feitos por IA do Oscar
-
Trabalhadores protestam em Caracas após aumento salarial
-
Zverev vence Blockx e vai enfrentar Sinner na final do Masters 1000 de Madri
-
Salvadorenhos protestam contra políticas de Bukele em marcha do 1º de maio
-
Sinner vence Fils e vai pela 1ª vez à final do Masters 1000 de Madri
-
Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile
-
Trump anuncia aumento de tarifas para carros e caminhões da UE a 25%
-
Leclerc (Ferrari) domina treino livre único no GP de Miami; Bortoleto é 14º
-
Charles III tem recepção calorosa em Bermudas após visita aos EUA
-
Bolsonaro é operado com sucesso do ombro direito em Brasília
-
"Mais do que um clube": time curdo está perto da elite do futebol turco
-
Pentágono assina acordo de IA com grandes empresas tecnológicas sem Anthropic
-
Trump anuncia aumento de 25% em tarifas sobre carros e caminhões da UE
-
Papa Leão XIV nomeia ex-imigrante irregular como bispo nos EUA
-
Sinner vence Fils e vai à final do Masters 1000 de Madri
-
Irã apresenta nova proposta para destravar as negociações de paz com os EUA
-
Flick acredita que Lamine Yamal vai se recuperar e disputar a Copa do Mundo
-
José Mourinho nega ter sido contactado pelo Real Madrid
-
Bolsonaro retorna ao hospital para uma cirurgia no ombro
-
Ativista brasileiro Thiago Ávila, preso a caminho de Gaza, será interrogado em Israel
-
Acordo comercial UE-Mercosul entra em vigor nesta sexta-feira de forma provisória
-
Líder supremo do Irã desafia EUA e petróleo dispara
-
Barça tem, neste fim de semana, primeira chance de conquistar bicampeonato espanhol
-
Na volta da F1, Antonelli defende sua liderança histórica em Miami
-
Mirra Andreeva e Marta Kostyuk vão se enfrentar na final do WTA 1000 de Madri
-
Britney Spears é acusada de dirigir sob efeito de álcool e drogas
-
Kei Nishikori anuncia que vai se aposentar no final da temporada
-
Fifa vai rever estratégia de venda de ingressos para Copa do Mundo de 2030
-
Presidente da federação palestina se recusa a posar ao lado de dirigente israelense em congresso da Fifa
-
Maradona era 'bipolar' e tinha 'transtorno narcisista', diz psicólogo em julgamento sobre sua morte
-
Rei Charles II encerra visita aos EUA com imersão na cultura americana
-
Milei assiste a exercício militar com EUA a bordo do porta-aviões USS Nimitz
-
Crystal Palace derrota Shakhtar (3-1) na ida das semis da Conference; Rayo Vallecano vence Strasbourg
-
Candidato de esquerda Sánchez lança campanha para 2º turno no Peru antes de resultados finais do 1º
-
Forest vence Aston Villa (1-0) em casa na ida das semifinais da Liga Europa; Braga bate Freiburg
-
Honda acredita ter corrigido problemas do motor da Aston Martin na F1
-
Bottas revela dieta perigosa que o deixou à beira da inanição na F1
-
Zverev vence Cobolli e vai às semifinais do Masters 1000 de Madri
-
Princesa Diana terá série documental com gravações inéditas
-
Congresso derruba veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz pena de Bolsonaro
-
Do campo de areia para a Copa do Mundo: a trajetória de sucesso do artilheiro colombiano Luis Suárez
-
Morre, aos 88 anos, o pintor e escultor alemão Georg Baselitz
-
Presidente do Panamá diz que detenção de embarcações em portos chineses é medida política
-
Colômbia avalia enviar hipopótamos de Pablo Escobar à Índia a pedido de bilionário
Irã ausente da Copa de 2026? Em Los Angeles, a diáspora espera ansiosa
Em um campo de futebol em Los Angeles, Shawn Rezaei grita em farsi para encorajar seus companheiros de equipe a pressionarem melhor os adversários. Este iraniano-americano espera repetir esse incentivo daqui a três meses, durante a Copa do Mundo de 2026, para apoiar a seleção iraniana.
Mas, após a guerra que eclodiu no sábado entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã e a morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, este jogador de futebol amador de 58 anos sabe que o futuro da seleção iraniana é incerto.
"Há muita turbulência no Irã agora... então tudo está indefinido", suspira Rezaei.
Como a maioria dos outros imigrantes no Arya FC, seu clube persa local, ele se anima com a possibilidade de receber em sua cidade dois jogos da seleção iraniana em junho.
Los Angeles, às vezes apelidada de 'Tehrangeles', um trocadilho com Teerã, abriga quase 200 mil iraniano-americanos, o que faz da cidade o epicentro global da diáspora.
"Houve muita expectativa na comunidade persa na época do sorteio", disse à AFP este funcionário de restaurante, que gostaria de levar toda sua família ao estádio.
Mas a guerra no Oriente Médio complica o plano.
Um dia após os primeiros ataques entre EUA e Israel, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, chegou a cogitar boicotar o torneio, que será disputado na América do Norte de 11 de junho a 19 de julho.
- "Nova seleção" -
"A única certeza por enquanto é que, com este ataque e esta crueldade, não podemos podemos aguardar a Copa do Mundo com esperança", disse o dirigente à televisão iraniana algumas horas após o início dos bombardeios no sábado.
Rezaei descarta as ameaças, convicto de que a República Islâmica está vivendo seus últimos dias.
A morte do aiatolá Khamenei "é o evento mais grave ocorrido nos últimos 47 anos, e este regime sofreu danos enormes. Ele não sobreviverá", acredita Rezaei, que fugiu do Irã em 1984, cinco anos após a Revolução Islâmica.
Se o regime cair, ele espera ver "surgir uma nova seleção que realmente represente o povo iraniano" e em torno da qual seja fácil se unir.
A Copa do Mundo de 2022 no Catar revelou uma ruptura entre a seleção nacional e seus torcedores.
O Irã era cenário de protestos nas ruas desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem presa por supostamente usar o hijab de forma inadequada.
O 'Team Melli', como a seleção iraniana é conhecida, se recusou a cantar o hino nacional em sua primeira partida no Mundial no Catar, um gesto interpretado como apoio aos manifestantes, mas os jogadores o cantaram, ainda que com reservas, nas partidas seguintes.
Alguns torcedores interpretaram isso como uma capitulação política e comemoraram as derrotas da seleção iraniana, suspeita de conivência com o governo.
- "Irã libertado" -
“Não há 100% de apoio à seleção e, mentalmente, acho que isso afeta os jogadores”, lamenta Mehran Janani, outro membro do Arya FC, time de Los Angeles.
Este engenheiro duvida que vá comparecer aos jogos desta Copa do Mundo.
Ele teme que as tensões políticas causadas pela sangrenta repressão a um novo levante popular em janeiro, que deixou milhares de mortos, ofusquem o evento esportivo.
"Mesmo que o regime caia, não tenho certeza se haverá tempo suficiente para a nova equipe estar pronta para jogar um bom futebol", teme o iraniano-americano de 58 anos. "Esta Copa do Mundo corre o risco de ser arruinada para o Irã".
Seus amigos esperam que a seleção nacional jogue sob a bandeira de um "Irã libertado", mas estão prontos para torcer por eles independentemente do que aconteça.
"É o povo que apoia esta seleção, não o regime", insiste Sasha Khoshabeh.
Este fisioterapeuta de 44 anos sonha em ver o Irã superar a fase de grupos, algo que nunca conseguiu. Mas este ano parece possível, em um grupo que inclui Egito (jogo em Seattle) e a Nova Zelândia e a Bélgica (partidas em Los Angeles).
Após 34 anos no exílio, Khoshabeh planeja dar uma calorosa recepção à sua amada seleção, para que os jogadores se sintam jogando em casa.
"É um sonho que se torna realidade. Já posso dizer que o estádio... estará 80% cheio de iranianos", prevê. "Então, estou realmente ansioso por isso."
R.Buehler--VB