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Manifestante iraniano acusado de matar policial corre risco de ser executado (ONG)
Um iraniano de 18 anos acusado pela morte de um policial durante os protestos em massa contra o governo corre o risco de ser executado, denunciou nesta quinta-feira (12) a ONG Iran Human Rights (IHR).
Manifestações contra o aumento do custo de vida eclodiram no Irã no fim de dezembro, antes de se tornarem um movimento de protesto contra o governo em todo o país, que atingiu seu ápice entre 8 e 9 de janeiro.
Segundo a IHR, sediada na Noruega, Saleh Mohammadi foi condenado à morte, mas o Judiciário iraniano afirmou que ainda não há uma sentença definitiva.
O tribunal ordenou que o enforcamento seja realizado publicamente, na cidade de Qom, local do suposto crime, informou a ONG.
O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, havia advertido que não haveria "clemência" para as pessoas condenadas por atos violentos durante as manifestações.
Mohammadi, que participou de competições internacionais de luta, foi julgado no último dia 3 por um tribunal de Qom, pelo assassinato de um policial em 8 de janeiro, informou a IHR, segundo a qual o jovem foi obrigado a confessar o crime durante a investigação. Posteriormente, "retratou-se perante o tribunal", que acabou por condená-lo.
A IHR afirma que centenas de pessoas estão sendo processadas por acusações relacionadas aos protestos, que podem resultar em pena de morte.
O órgão de impensa do Judiciário confirmou a prisão de Mohammadi, mas afirmou que "nenhuma sentença definitiva e executória" havia sido proferida contra ele. Segundo a IHR, o jovem tem 20 dias para recorrer da pena de morte.
Mais de 7 mil pessoas morreram durante a onda de protestos no Irã, destacou a organização americana Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). Entre as vítimas, mais de 6,5 mil manifestantes foram mortos pelas forças de segurança.
I.Stoeckli--VB