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Promotoria da Coreia do Sul pede pena de morte para ex-presidente por instituir lei marcial
A promotoria sul-coreana pediu nesta terça-feira (13) a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, por instituir a lei marcial em dezembro de 2024, informou a agência de notícias local Yonhap.
Os promotores acusaram o ex-chefe de Estado conservador de ter liderado uma "insurreição" motivada por uma "sede de poder destinada a instaurar uma ditadura". Também acusaram o ex-dirigente, de 65 anos, de não demonstrar "nenhum remorso" por atos que ameaçavam "a ordem constitucional e a democracia".
"No momento de proferir a sentença, não se pode levar em conta nenhuma circunstância atenuante, impondo-se uma sanção severa", concluíram os promotores, que pediram a pena de morte, ainda vigente na Coreia do Sul, embora nenhuma execução tenha sido realizada desde 1997.
Yoon disse hoje que havia apenas exercido sua autoridade como presidente. "Não foi uma ditadura militar que elimina cidadãos, e sim um esforço para salvaguardar a liberdade e soberania, e para restaurar a ordem constitucional", acrescentou, segundo a agência de notícias Yonhap.
A promotoria também pediu que o ex-ministro da Defesa Kim Yong Hyun seja condenado à prisão perpétua. O veredicto será anunciado em 19 de fevereiro.
Horas mais tarde, voltou atrás, depois que um número suficiente de deputados conseguiu abrir caminho até o plenário, cercado por soldados, e votou pela suspensão de seu decreto.
Ele foi destituído oficialmente em abril de 2025 pelo Tribunal Constitucional, após meses de amplas manifestações e de caos político.
Yoon Suk Yeol havia justificado a imposição da lei marcial, uma medida sem precedentes na Coreia do Sul desde as ditaduras militares da década de 1980, alegando que o Parlamento, controlado pela oposição, bloqueava o orçamento.
C.Stoecklin--VB