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Governo sírio retoma controle de Aleppo após expulsar combatentes curdos
O governo sírio assegurou no domingo (11) o controle de Aleppo, no norte do país, após dias de combates em bairros de população curda e a evacuação de centenas de combatentes para as regiões autônomas administradas por essa minoria.
Os confrontos, os mais violentos na segunda maior cidade síria desde a queda do presidente Bashar al Assad, em dezembro de 2024, fragilizam o precário processo de transição em um país marcado por quase 14 anos de guerra civil.
Esses choques ocorrem no momento em que as negociações para implementar um acordo alcançado em março de 2025, que busca integrar as instituições civis e militares da administração autônoma curda, estão paralisadas.
Após se recusarem por longas horas a se render, os combatentes curdos entrincheirados em seu último bastião de Sheikh Maqsud deixaram Aleppo durante a noite, embarcando em ônibus com destino ao nordeste.
As Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, anunciaram a retirada de seus combatentes dos dois distritos onde estavam entrincheirados na cidade de Aleppo.
"Chegamos a um acordo que levou a um cessar-fogo e permitiu a retirada dos mártires, feridos, civis presos e combatentes dos bairros de Ashrafieh e Sheikh Maqsud para o norte e leste da Síria", anunciaram as FDS em um comunicado.
A agência de notícias oficial síria Sana confirmou que "os ônibus que transportavam o último grupo de membros das FDS deixaram o bairro de Sheikh Maqsud em Aleppo".
O acordo foi alcançado "graças à mediação de atores internacionais para pôr fim aos ataques e violações cometidos contra nosso povo em Aleppo", declararam as FDS.
Horas antes, os Estados Unidos instaram o governo sírio e as forças curdas a retomarem o diálogo, após os combates terem forçado dezenas de milhares de pessoas a fugir de suas casas em Aleppo.
No total, as forças sírias evacuaram de Aleppo 419 combatentes, 59 deles feridos, indicou à AFP um responsável do Ministério do Interior sob condição de anonimato, assim como "pessoas mortas", cujo número não foi especificado.
- 'Promessas de vingança' -
A seis horas de estrada dali, na cidade curda de Qamishli (nordeste), centenas de pessoas receberam os combatentes com ira e promessas de vingança, segundo uma equipe da AFP no local.
"Vingaremos Sheikh Maqsud, vingaremos nossos mártires", disse Oum Dalil, uma mulher de 55 anos. Entre a multidão, era possível ouvir palavras de ordem contra o presidente sírio Ahmed al Sharaa.
O enviado americano Tom Barrack também foi alvo de críticas após ter visitado Al Sharaa na véspera em Damasco e feito um apelo à "moderação" e ao fim das hostilidades.
Outros 300 curdos foram presos em Aleppo, segundo o responsável do Ministério do Interior, que não deu detalhes sobre sua identidade.
No sábado, um correspondente havia visto dezenas de jovens à paisana sentados no chão sob custódia das forças sírias, antes de serem escoltados para alguns ônibus com destino desconhecido.
- 'Casas saqueadas' -
No bairro de Ashrafieh, o primeiro dos dois bastiões curdos a cair nas mãos do Exército sírio, os moradores puderam neste domingo retornar às suas casas após uma revista das forças de segurança.
"Encontramos buracos nas paredes e nossas casas foram saqueadas", lamentou Yahya al Soufi, um vendedor de roupas de 49 anos. "Agora que a calma voltou, faremos reparos e restabeleceremos a água e a eletricidade", acrescentou.
Outra área de Sheikh Maqsud, onde ocorreram os combates mais violentos, permanece por ora com acesso proibido.
Os combates em Aleppo trouxeram lembranças aos moradores dos anos da guerra civil, quando confrontos intensos opuseram a parte oriental, nas mãos dos rebeldes, ao setor ocidental controlado pelas forças governamentais.
O Exército sírio tomou o controle de toda a cidade de Aleppo em dezembro de 2016 e obrigou os opositores e suas famílias a evacuar para o que então era o reduto rebelde de Idlib, no noroeste.
Desde a queda de Bashar al Assad, o poder islamista se comprometeu a proteger as minorias.
No entanto, os combates em Aleppo são o terceiro episódio de violência envolvendo minorias, após massacres de alauítas no litoral, em março, e confrontos com os drusos no sul, em julho.
Os curdos, que se aproveitaram do caos da guerra civil (2011-2024) para assumir o controle de amplos territórios do norte e nordeste da Síria -- incluindo campos de petróleo e gás --, têm como reivindicação principal um sistema de governança descentralizado.
A.Ruegg--VB