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'Não aceito que Trump venha dominar' Venezuela, dizem chavistas em nova marcha pró-Maduro
O chavismo se mobilizou nesta sexta-feira (9) pelo sexto dia consecutivo em Caracas para exigir aos Estados Unidos a libertação de Nicolás Maduro e rejeitar qualquer aspiração do presidente Donald Trump para "dominar" a Venezuela.
A mobilização coincide com a chegada a Caracas de uma missão diplomática americana, no âmbito do interesse do governo interino de Delcy Rodríguez de retomar as relações diplomáticas depois de sete anos.
A aproximação inclui acordos petrolíferos e a libertação de presos políticos, embora as instâncias de poder na Venezuela continuem pedindo a libertação de Maduro e sua esposa Cilia Flores. Ambos foram capturados durante o bombardeio americano a Caracas em 3 de janeiro.
"Eu não aceito que Trump venha dominar o nosso país", disse à AFP Josefina Castro cercada por centenas de simpatizantes do chavismo e trabalhadores da administração pública que marcharam em Caracas.
"Não temos que dar nenhuma gota de petróleo a Trump depois de tudo o que ele nos fez", confirmou esta mulher de 70 anos que integra a milícia, um corpo vinculado às forças armadas com alta carga ideológica. "Morreram irmãos venezuelanos, isso tem que nos causar dor."
A caminhada atravessou ruas repletas de propaganda política. Mensagens como "#FreeMaduro" e "Venezuela se Respeita" adornavam as paredes junto com panfletos impressos da declaração de Maduro em sua audiência de apresentação: "Sou o presidente da Venezuela."
"Não queremos guerra, mas não vamos dar o braço a torcer, o petróleo pertence à Venezuela", reivindicou Jonathan Querales, médico comunitário de 45 anos.
A mobilização foi menor em relação a dias anteriores. Serve de antessala para uma "grande marcha" que o chavismo prepara para este sábado, quando completará uma semana do ataque.
L.Wyss--VB