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PGR do Irã promete agir com 'firmeza' se protestos causarem 'desestabilização'
O poder Judiciário do Irã agirá com "firmeza" se as manifestações contra o alto custo de vida forem usadas para a "desestabilização", alertou o procurador-geral da República Islâmica nesta quarta-feira (31).
Os protestos contra a hiperinflação e a crise econômica começaram no último domingo no maior mercado de telefones celulares de Teerã. Nos dias seguintes, houve a adesão de mais comerciantes e estudantes universitários.
Em meio à escalada dos protestos, um prédio oficial foi alvo de um "ataque" no sul do Irã nesta quarta-feira, segundo as autoridades.
"A porta de entrada [...] do edifício do governador da província ficou danificada durante um ataque realizado por vários indivíduos", declarou o chefe do Judiciário da cidade de Passa, Hamed Ostovar, sem detalhar as circunstâncias ou mencionar as manifestações.
Mais cedo, o procurador-geral da República Islâmica, Mohammad Movahedi-Azad, citado pela TV estatal, havia dito que "do ponto de vista judicial, as manifestações pacíficas para defender os meios de subsistência [...] são compreensíveis".
"Qualquer tentativa de transformar as manifestações econômicas em um instrumento de insegurança, destruição de bens públicos ou execução de planos desenhados no exterior será inevitavelmente respondida com medidas legais, proporcionais e firmes", acrescentou.
O serviço de Inteligência externa israelense Mossad, por sua vez, convidou os manifestantes iranianos a intensificarem sua mobilização. "Estamos com vocês", anunciou em mensagem publicada na rede X.
Os protestos levaram, na segunda-feira, ao fechamento de vários comércios. Na terça também houve manifestações em pelo menos dez universidades de Teerã e em várias cidades do país, segundo as agências de notícias Irna e Ilna.
Na capital, os protestos dos comerciantes são limitados e se concentram no centro. A grande maioria dos negócios em outras áreas da cidade continuou operando, constataram jornalistas da AFP.
Nesta quarta, as ruas de Teerã estavam tranquilas, muito diferente do trânsito caótico habitual, após a decisão das autoridades de fechar escolas, bancos e estabelecimentos públicos devido ao frio e para economizar energia.
Por enquanto, o movimento é menos importante que as grandes manifestações que sacudiram o Irã no fim de de 2022, após a morte da jovem iraniana Mahsa Amini na prisão.
Seu falecimento, após ter sido detida por supostamente estar com o véu mal colocado, violando o estrito código de vestuário vigente no Irã, provocou uma onda de indignação na qual centenas de pessoas morreram, entre elas dezenas de membros das forças de segurança.
O.Schlaepfer--VB