-
Os astronautas que sobrevoarão a Lua na missão Artemis II
-
Missão Artemis II, o retorno à Lua após mais de 50 anos
-
Dinamarca busca formar governo em cenário político fragmentado após eleições
-
Papa viaja a Mônaco para breve visita repleta de contrastes
-
Mamíferos não podem ser clonados indefinidamente, revela estudo
-
Maybach entre o brilho e a viragem
-
Guerra no Oriente Médio não dá sinais de trégua apesar do anúncio de Trump de negociações com o Irã
-
O chavismo está 'ferido' e se desmantela por ordem de Trump, diz María Corina
-
Show de retorno do BTS teve audiência de 18,4 milhões na Netflix
-
Bloco da primeira-ministra vence eleições legislativas na Dinamarca
-
Gauff vence Bencic e vai enfrentar Muchova nas semifinais do WTA 1000 de Miami
-
OpenAI encerra plataforma de vídeos Sora e se concentra em ferramentas profissionais
-
Reino Unido pesquisa arquivos sobre ex-príncipe Andrew
-
Sinner vence Michelsen e avança às quartas do Masters 1000 de Miami
-
Toronto apresenta estádio reformado para Copa do Mundo em meio a críticas por arquibancadas temporárias
-
Bolsonaro passará à prisão domiciliar temporária em Brasília devido à sua saúde
-
Chile retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet para Secretaria-Geral da ONU
-
Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia
-
Bloco da primeira-ministra lidera eleições na Dinamarca
-
Muchova vence Mboko e é primeira a avançar às semifinais do WTA 1000 de Miami
-
Israel assumirá controle de área extensa no sul do Líbano
-
Trump diz que EUA está em negociações com o Irã 'neste momento'
-
O chavismo está 'ferido' e sendo desmantelado por ordem de Trump, diz María Corina Machado
-
Nasa suspende seu projeto de estação orbital e vai criar base na Lua
-
Seis países apostam tudo em minitorneio de repescagem no México para Copa do Mundo de 2026
-
Mohamed Salah deixará o Liverpool ao final da temporada
-
Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro
-
Cada vez mais apagada no cenário mundial, Itália busca soluções para seu futebol
-
Algoz de Alcaraz, Sebastian Korda cai nas oitavas do Masters 1000 de Miami
-
Ucrânia é alvo de um dos maiores ataques da Rússia em plena luz do dia
-
Americano libertado no Afeganistão após mais de um ano de detenção chega aos Emirados
-
Lukaku está fora dos amistosos da Bélgica contra Estados Unidos e o México
-
Ministro da Defesa diz que combate a gangues na Guatemala ocorre sem 'abusos'
-
Giay, do Palmeiras, é convocado para substituir Montiel nos amistosos da Argentina
-
Governo Kast retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU
-
Argentina relembra legado doloroso da ditadura, que Milei quer revisar
-
Irã e Israel continuam se atacando apesar das declarações de Trump sobre negociações
-
Vítimas de pedofilia se deparam com muro de silêncio e impunidade na Áustria
-
Griezmann assina com Orlando City e jogará na MLS a partir de julho
-
Mercedes VLE elétrico: Preço e desempenho?
-
Israel assumirá controle de vasta área no sul do Líbano
-
Flotilha de ajuda humanitária chega a Cuba, mergulhada em crise
-
Lucas Pinheiro Braathen conquista o Globo de Cristal do slalom gigante
-
Muito velho? Juiz que preside julgamento contra Nicolás Maduro tem 92 anos
-
Maduro volta a tribunal de Nova York na quinta-feira
-
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio
-
Bertha Navarro, a produtora que revelou Guillermo del Toro
-
Ataques russos matam cinco pessoas na Ucrânia
-
Austrália e UE fecham grande acordo comercial
-
Argentina recorda doloroso legado da ditadura, que Milei deseja revisar
Chefe da ONU lamenta 'catálogo de horrores sem fim' em Gaza, onde Israel amplia ofensiva
O secretário-geral da ONU, António Guterres, denunciou, nesta quinta-feira (28), "um catálogo de horrores sem fim" em Gaza, onde a Defesa Civil local relatou pelo menos 31 mortos em ataques israelenses ao longo do dia.
Enquanto o exército de Israel se prepara para conquistar a Cidade de Gaza, as associações de ajuda humanitária presentes no local alertam sobre as consequências desta nova campanha militar no território palestino, onde a maioria dos dois milhões de habitantes foi deslocada pelo menos uma vez desde o início do conflito.
"Gaza está cheia de escombros, cheia de corpos e cheia de exemplos do que poderia constituir graves violações do direito internacional", declarou Guterres à imprensa, pedindo que os responsáveis sejam levados à justiça.
Imagens da AFP mostraram, nesta quinta-feira, enormes nuvens de fumaça sobre o céu da Cidade de Gaza, após Israel bombardear os subúrbios da principal cidade da Faixa.
"Houve explosões a noite toda. Eu fiquei ferida, meu marido foi atingido por estilhaços e meu filho também sofreu ferimentos na cabeça. Graças a Deus sobrevivemos, mas houve mártires", disse à AFP Aya Daher, uma deslocada do bairro de Zeitun, que não tinha abrigo e esperava "a misericórdia de Deus" sentada do lado de fora de um hospital local.
No centro de Gaza, era possível ver filas de palestinos fugindo para o sul em caminhonetes e veículos carregados com colchões, cadeiras e sacolas.
- "Deslocamento da população para o sul" -
Ainda na quinta-feira, a Defesa Civil de Gaza afirmou que os ataques e disparos israelenses causaram a morte de pelo menos 31 pessoas, das quais seis foram baleadas enquanto aguardavam a distribuição de ajuda no sul.
Questionado sobre o assunto, o exército israelense respondeu que precisava de horas e coordenadas precisas para investigar os eventos.
Em um comunicado em separado, afirmou que suas tropas estavam agindo contra "organizações terroristas em toda a Faixa de Gaza".
Devido às restrições impostas por Israel aos meios de comunicação em Gaza e às dificuldades de acesso no local, a AFP não pode verificar de forma independente as declarações da Defesa Civil ou do exército israelense.
O exército declarou, nesta quinta, que estava se preparando para "ampliar as operações contra [o movimento islamista palestino] Hamas na Cidade de Gaza".
Por sua vez, o Cogat - organismo do Ministério da Defesa israelense responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinos ocupados - informou que estava realizando os preparativos "para deslocar a população para o sul a fim de protegê-la".
De acordo com as Nações Unidas, quase um milhão de pessoas vivem atualmente na região administrativa de Gaza, que inclui a Cidade de Gaza, ao norte, e seus arredores.
- "Ponto de ruptura" -
A Faixa de Gaza chegou a um "ponto de ruptura", declarou, por sua vez, a diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Cindy McCain, após uma visita ao local.
"O desespero está no seu limite máximo e testemunhei isso diretamente", acrescentou a dirigente, que pediu a reativação urgente dos 200 pontos de distribuição de alimentos do PMA.
A ONU declarou estado de fome em Gaza na semana passada, acusando Israel de "obstrução sistemática" das entregas humanitárias. Israel, que acusou o Hamas de saquear a ajuda fornecida pelas Nações Unidas, impôs um bloqueio total a Gaza entre março e maio.
Desde a reabertura parcial do bloqueio, Israel delegou a distribuição de alimentos à Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos Estados Unidos, mas criticada pela ONU e pelas principais ONGs por supostamente servir a objetivos militares israelenses e violar princípios humanitários básicos.
As distribuições da GHF resultaram em cenas caóticas, com o exército israelense atirando em várias ocasiões na tentativa de conter centenas de palestinos desesperados.
Especialistas em direitos humanos da ONU manifestaram sua preocupação na quinta-feira sobre os relatos de "desaparecimentos forçados de palestinos famintos" que buscavam comida em locais de distribuição gerenciados pela GHF.
Os sete especialistas independentes classificaram esses relatórios como "um crime hediondo", enquanto a organização declarou que não há evidências disto.
O conflito foi desencadeado pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, durante o qual militantes islamistas mataram 1.219 pessoas, na maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais.
Em Gaza, as represálias israelenses mataram 62.966 pessoas, na maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino - governado pelo Hamas -, considerados confiáveis pela ONU.
W.Huber--VB