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França convoca embaixador dos EUA após comentários sobre antissemitismo
A França convocou nesta segunda-feira (25) o embaixador dos Estados Unidos no país, Charles Kushner, após comentários que considerou "inaceitáveis" sobre o presidente francês, que o diplomata acusou de "falta de ações suficientes na luta contra o antissemitismo".
"As afirmações do embaixador são inaceitáveis. Vão de encontro ao direito internacional, em particular o dever de não interferir nos assuntos internos dos Estados, previsto na Convenção de Viena de 1961, que rege as relações diplomáticas", expressou o Ministério das Relações Exteriores da França.
Em carta dirigida ao presidente francês, à qual a AFP teve acesso neste domingo, o embaixador expressa sua preocupação profunda com a onda de antissemitismo na França e a falta de ações suficientes" do governo para combater o problema.
A carta é divulgada após críticas de Netanyahu ao presidente francês, que acusou de "alimentar o fogo antissemita" ao pedir o "reconhecimento internacional" do Estado palestino.
O embaixador usa em sua carta argumentos como os de Netanyahu. "Declarações que denigram Israel e gestos de reconhecimento de um Estado palestino encorajam os extremistas, fomentam a violência e colocam em risco" os judeus na França, afirma Kushner, pai do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
O embaixador ressalta que "não há um dia na França em que judeus não sejam agredidos nas ruas, com sinagogas e escolas avariadas e empresas de judeus atacadas".
Os atos antissemitas aumentaram na França desde 7 de outubro de 2023, quando teve início o conflito atual na Faixa de Gaza, após um ataque do Hamas em território israelense.
R.Kloeti--VB