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Canadenses votam para eleger primeiro-ministro sob novas ameaças de Trump
Os canadenses começaram a votar, nesta segunda-feira (28), para a eleição de seu próximo primeiro-ministro com a sombra do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a insistir em seu desejo de anexar o vizinho do norte, uma ameaça que, ao lado da guerra comercial, marcou a campanha.
Segundo as pesquisas, o favorito é o primeiro-ministro Mark Carney, do Partido Liberal, que tem como principal adversário o líder conservador Pierre Poilievre.
Em um país com seis fusos horários, os primeiros locais de votação abriram as portas na província de Terra Nova e Labrador, na costa do Atlântico.
A vitória do Partido Liberal representaria uma das mudanças mais surpreendentes na história política recente do país.
Em 6 de janeiro, quando o ex-primeiro-ministro Justin Trudeau anunciou sua renúncia, os liberais estavam mais de 20 pontos atrás dos conservadores na maioria das pesquisas. Poilievre parecia destinado a ser o próximo chefe de Governo do Canadá.
Nas semanas seguintes, Trump iniciou sua guerra comercial e repetiu diversas vezes que pretendia anexar o Canadá aos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, o republicano voltou à carga com suas ameaças territoriais em uma mensagem na plataforma Truth Social: "Escolham o homem que tem a força e a sabedoria para reduzir seus impostos pela metade, aumentar seu poder militar (...) todas as empresas quadruplicam de tamanho, com zero tarifas ou impostos, se o Canadá se tornar o 51º Estado".
"Acabou a linha traçada artificialmente há muitos anos. Veja como seria bela esta massa de terra (...) TUDO POSITIVO, NADA NEGATIVO", acrescentou o presidente americano.
- Confronto com Trump -
As ameaças do presidente americano dominaram a campanha e os canadenses passaram a considerar Carney como o candidato mais forte para assumir o desafio de um confronto com Trump.
Este político de 60 anos, que nunca havia ocupado um cargo eletivo, mas comandou os bancos centrais do Canadá e da Grã-Bretanha, fez campanha assegurando que sua experiência nos meios financeiros o tornava o candidato ideal para defender o Canadá da volátil ofensiva tarifária de Trump.
As tarifas que Washington impôs às importações já estão afetando setores cruciais do Canadá, como o automotivo e o siderúrgico.
Segundo uma das pesquisas mais recentes, 42,8% dos canadenses apoiariam os liberais e 38,8% os conservadores. Na projeção de cadeiras, os liberais conquistariam quase 200 no Parlamento, onde a maioria é alcançada com 172.
Os resultados serão conhecidos algumas horas após o fechamento das urnas na segunda-feira à noite.
O último fim de semana de campanha foi marcado por um ataque que deixou 11 mortos e dezenas de feridos na cidade de Vancouver.
Um homem de 30 anos atropelou uma multidão que participava de um festival da comunidade filipina na noite de sábado.
As autoridades investigam as motivações, mas descartaram a possibilidade de um ato terrorista durante a campanha eleitoral.
O homem, que foi acusado de assassinato, teria atuado deliberadamente e tinha um histórico de problemas de saúde mental, segundo a polícia.
D.Bachmann--VB