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Apoiadores de Trump reconhecem impacto da inflação, mas mantêm confiança no presidente
O presidente Donald Trump minimizou os problemas do custo de vida nos Estados Unidos, classificando-os como falsos, mas muitos de seus apoiadores mais fiéis sentem a pressão inflacionária.
Em Mount Pocono, na Pensilvânia, centenas de pessoas, muitas com bonés vermelhos com a frase "Make America Great Again", compareceram nesta terça-feira (9) a uma apresentação de Trump sobre sua agenda econômica, confiantes de que ele terá soluções.
Vários disseram à AFP que estão preocupados com os preços altos, mas evitaram culpar o bilionário de 79 anos.
"Para mim, sim, parece que os preços estão altos, mas as coisas precisam piorar antes de melhorar", opinou Brianna Shay, funcionária da educação pública de 26 anos.
"Infelizmente, o presidente anterior nos prejudicou muito", afirmou, ecoando o discurso de Trump, que culpa seu antecessor, o democrata Joe Biden, pela situação.
"Acho que as pessoas vão conseguir enfrentar o custo de vida novamente. Mas ele é presidente há menos de um ano. Não dá para consertar tudo em menos de um ano", declarou Shay, que segurava um cartaz com a frase "Trump nos dá esperança".
– 'Vai levar tempo' –
Pressionado por seu Partido Republicano, Trump moderou seu discurso sobre a inflação ao reconhecer que existe um "problema".
Sua apresentação desta terça-feira busca reforçar a ideia de que ele está empenhado em reduzir os preços.
"As coisas estão um pouco difíceis, as pessoas estão lutando", disse Tevin Dix, técnico de ar-condicionado, na fila para entrar.
Ainda assim, o homem de 30 anos demonstrou confiança de que as propostas de Trump -- incluindo novas tarifas contra outros países -- produzirão resultados em breve.
"Se as tarifas continuarem surtindo efeito e fizerem com que os outros países criem empregos novamente, haverá mais americanos empregados", declarou Dix, que vestia um suéter de Natal com um retrato de Trump.
Muitos americanos, no entanto, culpam, pelo menos parcialmente, as tarifas por piorar o custo de vida. Pesquisas mostram que a aprovação de Trump está no nível mais baixo desde seu retorno à presidência, em janeiro.
Apesar de reconhecer algumas preocupações financeiras, os presentes elogiaram a política de Trump contra migrantes.
E outros simplesmente descartaram a ideia de que haja dificuldades. "As vendas na última Black Friday foram as mais altas da história. Se todo mundo está quebrado, não sei de onde vem o dinheiro", comentou Mark Johnson, de 70 anos.
"Todos os meus investimentos estão rendendo. Estou feliz. Não se pode consertar tudo em um dia. Vai levar tempo", acrescentou, segurando um cartaz de Trump com um gorro de Papai Noel.
F.Mueller--VB