-
Rebeca Andrade tira nota mais alta do mundo no salto em 2026
-
Rússia nega estar por trás do drone com explosivos encontrado em aeroporto alemão
-
De la Espriella: um milionário pró-Trump na Presidência da Colômbia
-
Vasco anuncia contratação do atacante argentino Facundo Colidio
-
Ex-advogado de Trump pronto para ser confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Espanha lança ultimato à Itália para que levante controles fronteiriços
-
Obras do salão de baile de Trump são bloqueadas em recurso
-
Cambridge revisará seu processo de contratação após escândalo por suposto plágio
-
Novo técnico da Bélgica conversará com Courtois sobre seu futuro na seleção
-
Diretor da McLaren exalta 'harmonia reforçada' entre Norris e Piastri
-
Real Madrid empresta Mastantuono à Fiorentina
-
México e Peru restabelecem relações diplomáticas após ruptura por asilo
-
Bayern de Munique vence Aston Villa em amistoso em Hong Kong
-
EUA perde empregos, um golpe às afirmações de Trump sobre a economia
-
OMS propõe testar na RDC uma vacina já existente contra outra cepa do ebola
-
Notre-Dame, Champs-Élysées e vítimas de abusos: a agenda do papa na França
-
Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinam pacto de defesa em meio a tensão com Irã
-
Coreia do Norte recomenda sopa de cachorro para enfrentar o calor
-
Desemprego na França sobe para 8,3%, seu nível mais alto desde a pandemia
-
De la Espriella toma posse na Colômbia como aliado de Trump na guerra contra o tráfico
-
Rebeldes houthis matam mais de 60 soldados das forças governamentais no Iêmen
-
Adolescente mata avós, alunos e professores na Tailândia
-
Governo e oposição têm primeiro encontro rumo a transição política na Venezuela
-
Protesto contra projeto de lei termina em confronto na Argentina
-
Governo e oposição têm primeiro encontro para transição política na Venezuela
-
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões para estado dos EUA por caso envolvendo menores nas redes
-
Lucro da Petrobras dobra com produção recorde e alta do petróleo
-
Governo e oposição iniciam diálogo com vistas a uma transição política na Venezuela
-
Manifestantes entram em confronto com polícia na Argentina por projeto de lei em favor da propriedade privada
-
Trump assina decreto contra 'turismo' da cidadania por nascimento
-
Kompany confia nos reforços do Bayern para conquistar a Champions
-
Pegula elimina Rakhimova e vai às oitavas do WTA 1000 de Toronto
-
Governo interino e delegados da oposição iniciam diálogo na Venezuela
-
PSG anuncia contratação do meia-atacante Maghnes Akliouche
-
Ônibus-bomba deixa dois mortos na Síria
-
Rodrigo Paz defende sua gestão nos primeiros nove meses à frente da Bolívia
-
Ex-Inter, Enner Valencia é anunciado pelo Boca Juniors
-
EUA saúdam chegada de opositora à Venezuela para iniciar diálogo
-
França anuncia caso de hantavírus da cepa Andes em turista franco-argentino
-
Rodri dá sinal verde ao Barcelona para negociar com o Manchester City
-
Autoridades registram um caso de sarampo em parque da Universal Studios na Califórnia
-
Crianças migrantes correm risco de sofrer abusos nas ruas de Ceuta, alertam ONGs
Argentina espera ajuda dos EUA para estabilizar o peso antes de legislativas nacionais
O presidente argentino, Javier Milei, espera obter um socorro financeiro do Tesouro dos Estados Unidos, que lhe manifestou apoio nesta segunda-feira (22) para acalmar as turbulências cambiárias e tirá-lo da crise política a um mês das cruciais eleições legislativas nacionais.
O ultraliberal vive o pior momento de sua Presidência, após a derrota sofrida por ampla margem nas legislativas provinciais em Buenos Aires e ver seu índice de aprovação cair. Milei conta com o presidente americano, Donald Trump, seu aliado, para pelo menos tentar manter a economia à tona através de empréstimos para encher o caixa de dólares e evitar uma desvalorização maior do peso.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que seu país "está pronto para fazer tudo o necessário" para ajudar a Argentina.
Bessent detalhou, pela rede X, que as opções de ajuda "podem incluir, mas não se limitam a, linhas de intercâmbio, compras diretas de divisas e aquisições de dívida governamental denominada em dólares americanos".
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, elogiou o apoio de Bessent "na promoção de políticas sólidas de estabilização e crescimento em benefício do povo argentino".
Milei viajará aos Estados Unidos, onde tem previsto um encontro bilateral com Donald Trump na terça-feira. Espera-se que após a reunião, no âmbito da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, seja emitido um anúncio neste sentido.
Milei agradeceu a Trump e Bessent pelo "apoio incondicional ao povo argentino".
"Nós, que defendemos as ideias da liberdade, devemos trabalhar juntos", afirmou no X.
Em relação ao montante de um eventual empréstimo, o chanceler argentino, Gerardo Werthein, disse à Radio Mitre que "tem havido muitas especulações, tem-se falado de 30 bilhões de dólares [aproximadamente R$ 160 bilhões] e isso é absolutamente errado (...) É verdade que estamos trabalhando, mas em uma cifra mais exígua".
Em abril, a Argentina assinou um acordo com o FMI de 20 bilhões de dólares (cerca de R$ 113 bilhões, na cotação da época). O país é o maior devedor do organismo internacional, que em 2018 já lhe tinha repassado 56 bilhões de dólares (cerca de R$ 217 bilhões).
- Sede de dólares -
Para frear a corrida cambiária, Milei saiu, nesta segunda-feira, em busca de divisas do agro, ao eliminar temporariamente os impostos sobre a exportação de grãos.
A Argentina é um dos principais produtores de alimentos do mundo e está entre os líderes de exportação de soja e derivados.
O objetivo da eliminação de impostos é "gerar maior oferta de dólares", explicou no X o porta-voz presidencial, Manuel Adorni.
O governo aposta em que esta medida estimulará os agricultores a vender antes das legislativas nacionais de 26 de outubro. Para isso, a redução de impostos vai vigorar até 31 de outubro, segundo o decreto publicado no diário oficial desta segunda-feira.
Os anúncios colocaram panos quentes no mercado de câmbio, onde o peso abriu, nesta segunda-feira, 3% abaixo da cotação de sexta, a 1.470 pesos por dólar americano.
O revés eleitoral de quase 14 pontos que o governo sofreu no começo de setembro fragilizou suas aspirações com vistas às próximas legislativas nacionais.
Além disso, o Congresso reverteu um veto presidencial e tornou definitiva uma lei que aumenta os fundos para pessoas com deficiência, em um claro desafio à política de ajuste orçamentário de Milei.
A área de assistência às pessoas com deficiência é alvo de uma investigação judicial por suspeita de propinas, um caso que salpica Karina Milei, irmã do presidente, seu braço direito e secretária-geral da Presidência.
O Parlamento debate para derrubar outros vetos para apoiar um maior financiamento nas áreas de saúde e educação, o que pode trazer novas derrotas políticas para o presidente.
Neste contexto, os mercados financeiros reagiram com uma forte desvalorização do peso e a queda de títulos e ações.
Na última semana, o Banco Central argentino vendeu mais de 1 bilhão de dólares (R$ 5,32 bilhões na cotação atual), fazendo disparar o índice de risco-país, medido pelo JP Morgan, acima dos 1.400 pontos. Nesta segunda, o índice foi revisto para 300 pontos percentuais.
No caso da soja, produto de maior exportação do país, foram reduzidas de 33% para 26% para os grãos e de 31% para 24,5% para os derivados.
"Não gostamos da natureza temporária da situação", disse Nicolás Pino, presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), que representa os grandes produtores. "Vemos isso como uma oportunidade para atingir esse objetivo: tornar permanente a retenção zero na fonte", acrescentou em entrevista ao canal de televisão LN+.
Estima-se que o setor agrícola retenha o equivalente a aproximadamente 7 bilhões de dólares (R$ 37,2 bilhões) em exportações agrícolas.
"Obviamente, a Argentina precisa de dólares, e dólares do campo são bem-vindos", enfatizou Pino.
F.Fehr--VB