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Iêmen sofre bombardeios de EUA e Israel após atacar principal aeroporto israelense
Os rebeldes huthis reportaram, nesta segunda-feira (5), bombardeios dos Estados Unidos e de Israel em Saná, capital do Iêmen, e Hodeida, no oeste do país, no dia seguinte ao disparo de um míssil contra o principal aeroporto israelense, reivindicado pelos insurgentes pró-iranianos.
O exército israelense anunciou que tinha bombardeado infraestruturas dos rebeldes em Hodeida em "resposta aos ataques reiterados do regime terrorista huthi contra o Estado de Israel", segundo um comunicado militar.
No domingo, um míssil disparado pelos huthis atingiu pela primeira vez o perímetro do aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv, segundo o exército israelense.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu represálias contra os huthis e seu aliado iraniano.
Os Estados Unidos, país que é o principal apoiador de Israel, intensificou os ataques contra os rebeldes iemenitas desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro.
Os rebeldes afirmaram que uma dezena de bombardeios israelenses atingiram, na madrugada desta segunda-feira, Saná, nas mãos dos huthis, que controlam grandes áreas do país.
Segundo a agência de notícias dos rebeldes, Saba, 16 pessoas ficaram feridas.
A TV rebelde, Al Masirah, reportou depois outros três ataques contra a capital e sete contra a região de Al Jawf, no norte.
Este veículo noticiou, horas depois, "uma agressão americana-israelense" com seis ataques ao porto de Hodeida e outros disparos no distrito de Bajil, na mesma área, controlada pelos rebeldes.
- Ataque sem precedentes -
Os insurgentes pró-iranianos lançaram mísseis e drones contra Israel e barcos no Mar Vermelho desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, e dizem agir em solidariedade com os palestinos.
Praticamente todos estes disparos foram interceptados pelo exército israelense.
Mas no domingo, os huthis reivindicaram um ataque sem precedentes contra o aeroporto Ben Gurion, com "um míssil balístico hipersônico que atingiu seu alvo com êxito".
Os rebeldes asseguraram que "fariam tudo o possível para impor um bloqueio aéreo total ao inimigo israelense bombardeando de forma reiterada os aeroportos".
No aeroporto Ben Gurion, o tráfego aéreo foi interrompido brevemente no domingo.
- "Muitos golpes" -
Netanyahu declarou, em um vídeo postado no Telegram, que Israel já agiu contra este grupo no passado e que "o fará no futuro".
"Não será de um único golpe, mas haverá muitos golpes", advertiu.
O Irã negou, nesta segunda, ter apoiado os huthis neste ataque e mencionou "uma decisão independente, derivada de seu sentimento de solidariedade" com os palestinos, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
O chefe da diplomacia iraniano, Abbas Araghchi, acusou Israel de arrastar os Estados Unidos para uma "catástrofe" no Oriente Médio.
Netanyahu está "INTERFERINDO diretamente no governo americano para ARRASTÁ-LO para outra CATÁSTROFE em nossa região", escreveu Araghchi no X.
Nesta segunda-feira, o gabinete de segurança israelense aprovou ampliar suas operações militares na Faixa de Gaza para "conquistar" o território palestino, após a mobilização de dezenas de milhares de reservistas.
O objetivo do governo segue sendo "derrotar" o Hamas, que desencadeou a guerra com seu ataque de 7 de outubro de 2023 em solo israelense, e "trazer os reféns" sequestrados naquele dia.
S.Gantenbein--VB