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Autoridades prendem 16 suspeitos do assassinato de dois músicos colombianos no México
Seis mexicanos e dez estrangeiros pertencentes a uma rede criminosa foram presos por seu suposto envolvimento no assassinato dos músicos colombianos Bayron Sánchez e Jorge Herrera, conhecidos como B King e Regio Clown, informaram as autoridades locais na quinta-feira (30).
O crime foi relacionado à "distribuição e comercialização de narcóticos" em eventos onde os músicos se apresentavam, segundo a Procuradoria-Geral do México, onde os corpos dos músicos foram encontrados em setembro.
Entre os presos está um mexicano identificado como Cristopher "N" (os sobrenomes estão sendo omitidos por lei), conhecido como "El Comandante". Ele foi capturado na quinta-feira e é considerado um dos principais autores do crime.
Segundo a investigação, Sánchez e Herrera tinham um encontro marcado com esse indivíduo em 16 de setembro, data em que foram vistos com vida pela última vez na Cidade do México.
Ambos os colombianos viajaram para o México no mês passado para se apresentar em uma série de eventos. O gerente deles denunciou o seu desaparecimento e os corpos foram encontrados em 22 de setembro em um município do México, que faz fronteira com a capital.
O assassinato atraiu grande atenção da mídia em ambos os países e chegou a motivar declarações do presidente colombiano, Gustavo Petro, e de sua homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum.
O caso está sendo investigado pelas procuradorias da capital e do Estado do México.
Entre os presos, também há mulheres e homens da Espanha, Colômbia, Cuba e Venezuela, acrescentou o comunicado, observando que as prisões ocorreram em dias e locais diferentes.
- Venda de drogas -
Segundo o relatório da Procuradoria, o primeiro a fornecer detalhes da investigação, os assassinatos de Herrera e Sánchez ocorreram após ambos participarem de eventos musicais onde vendia-se drogas sintéticas procedentes da Colômbia.
A motivação do crime teria sido uma retaliação pela suposta venda de drogas sem autorização por Regio Clown nessas festas e por ele ter revelado informações sobre um dos líderes da célula criminosa, identificado pelo pseudônimo "El Pantera", que permanece foragido.
"El Comandante" teria recebido ordens desse indivíduo para contactar os colombianos, fazendo-os acreditar que iriam realizar "negócios", segundo o relatório das autoridades.
As vítimas foram levadas a uma oficina mecânica na Cidade do México, onde presume-se que tenham sido assassinadas, segundo o documento, que não identifica os autores do crime.
Os corpos foram então transportados para o município de Cocotitlán, onde foram encontrados.
Em meio à violência relacionada ao narcotráfico que assola o México há quase duas décadas, diversas pessoas ligadas às indústrias da música e da televisão foram assassinadas nos últimos anos.
Entre as vítimas estão três produtores da Netflix, cantores e até mesmo uma banda inteira.
H.Kuenzler--VB