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Governo da Colômbia anuncia reabertura do Parque Tayrona, após alertas de violência
O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira (4) que vai reabrir o Parque Nacional Tayrona, uma joia do turismo e território sagrado de comunidades indígenas, fechado por duas semanas devido a alertas de violência paramilitar.
O parque, de cerca de 12.700 hectares, possui várias baías e praias e abriga as etnias kogui, wiwa, arhuaco e kankuamo da Sierra Nevada de Santa Marta, além de espécies endêmicas do departamento de Magdalena.
No fim do mês passado, autoridades restringiram a entrada de turistas na reserva natural, devido a disputas decorrentes da pressão de um grupo paramilitar contra os moradores locais. O governo colombiano havia denunciado extorsões por parte dos criminosos, que se autodenominam Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada.
Luis Martínez, diretor do órgão Parques Nacionais Naturais da Colômbia, confirmou que o Tayrona será reaberto amanhã, após fechar acordos com as comunidades, que incluem o fortalecimento da força pública e de outras instituições do Estado. Segundo a polícia, cerca de 70 homens a cavalo serão enviados à reserva para garantir a segurança.
O governo acusa os paramilitares de serem um "ator criminoso silencioso" que pressiona os moradores a atacar funcionários do Estado. O órgão dirigido por Martínez denunciou que moradores faziam "cobranças não autorizadas" em algumas áreas, e alertou para episódios de violência e ameaças aos guardas do parque.
A Colômbia vive um pico de violência em uma década, em meio ao fortalecimento dos grupos armados ilegais após a assinatura do acordo de paz com a guerrilha das Farc em 2016. O presidente do país tentou negociar o desarmamento das Autodefesas, que travam confrontos frequentes pelo controle do território com o Clã do Golfo, maior cartel do narcotráfico colombiano.
F.Stadler--VB