-
Chanceleres do BRICS se reúnem na Índia com Irã e petróleo como pano de fundo
-
Juiz suspende sanções americanas contra especialista da ONU sobre palestinos
-
Cientistas alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo
-
Ataque russo contra Kiev deixa um morto e dezenas de feridos
-
Cuba culpa EUA por 'tensa' crise energética
-
Xi alerta Trump sobre Taiwan durante reunião em Pequim
-
Xi recebe Trump para tratar de suas múltiplas divergências
-
Alavés vence (1-0) e frustra objetivo do Barça de alcançar os 100 pontos
-
Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG
-
Paulinho da Costa se torna primeiro artista nascido no Brasil a ganhar estrela na Calçada da Fama
-
PSG vence Lens (2-0) e é campeão francês pela 14ª vez em sua história
-
Manchester City vence Crystal Palace (3-0) e fica a dois pontos do líder Arsenal
-
Inter de Milão vence Lazio (2-0) e conquista Copa da Itália
-
Intermediário que vendeu drogas a Matthew Perry é condenado à prisão
-
França confirma gastroenterite em cruzeiro e suspende parcialmente o confinamento
-
Califórnia investiga irregularidades na venda de ingressos para a Copa do Mundo
-
Le Mans volta à Ligue 1 pela primeira vez desde 2010
-
Senado dos EUA aprova nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed
-
Peter Jackson, de 'Senhor dos Anéis', fará filme sobre Tintim
-
Copa do Mundo terá novas regras contra 'cera' e 'Lei Vini Jr'
-
MP do Peru pede pena de prisão para candidato de esquerda às vésperas do 2º turno
-
Franquia 'Velozes e Furiosos' comemora 25 anos no Festival de Cannes
-
Sem Ortega, Murillo perderia o poder na Nicarágua, diz ex-comandante da guerrilha
-
Tiltil, o povoado chileno que convive com o lixão que mais emite metano no mundo
-
Resiliência econômica dos EUA é testada pela guerra com o Irã
-
Ruud vence Khachanov e vai à semifinal do Masters 1000 de Roma
-
Semifinalista em 2025, Lorenzo Musetti está fora de Roland Garros
-
Nova York volta a reduzir tarifas de transporte para a Copa do Mundo
-
Estádio de Los Angeles finaliza preparativos para Copa do Mundo
-
Situação elétrica se degrada em Cuba após curto alívio com petróleo russo
-
MP francês pede 7 anos de prisão a ex-presidente Sarkozy por associação criminosa
-
Trump chega à China para pressionar por abertura às empresas americanas
-
Ataques israelenses deixam 12 mortos no Líbano
-
Swiatek atropela Pegula e vai à semifinal do WTA 1000 de Roma
-
'Estamos prontos', diz Infantino a menos de um mês da Copa do Mundo
-
Convencido de sua vantagem diante de Trump, Irã faz aposta arriscada
-
UE não vai proibir terapias de conversão para pessoas LGBTQIA+, mas incentivará países-membros a fazê-lo
-
Princesa Kate visita a Itália, em sua primeira viagem oficial ao exterior após câncer
-
Arizona se prepara para receber seleção iraniana para a Copa do Mundo
-
Crise do governo trabalhista britânico ofusca tradicional discurso do rei
-
'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT e perder o contato com a realidade
-
Princesa de Astúrias reconhece pioneiros do sequenciamento rápido do DNA
-
'Não é culpa do meu filho': a maternidade das vítimas de estupros na guerra do Sudão
-
Obras para a Copa do Mundo atrapalham vida de trabalhadoras sexuais no México
-
Trump quer pressionar Xi a abrir a China para empresas americanas
-
Mundo utiliza reservas de petróleo em ritmo recorde, alerta AIE
-
Louvre negligenciou a segurança, afirma relatório parlamentar
-
Lakers querem "dar tempo" a LeBron para que decida sobre seu futuro
-
PSG quer garantir título do Francês na visita ao Lens para focar na final da Champions
-
City enfrenta Crystal Palace para seguir na luta com Arsenal pelo título da Premier
ABC da eleição do Judiciário no México, primeira no mundo
O México se tornará no domingo o primeiro país a eleger todos os seus juízes por voto popular, um exercício que, segundo o governo, limpará uma estrutura de poder corrupta, mas que os críticos veem como um ataque à independência dos poderes.
A eleição é resultado de uma reforma constitucional promovida pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024) e apoiada por sua sucessora e colega de partido, Claudia Sheinbaum.
Ambos os líderes de esquerda denunciam que o Judiciário — que bloqueou vários projetos do ex-presidente — está a serviço das elites e assolado pela corrupção.
A oposição, que pediu que a população não votasse, mas está bastante enfraquecida, e membros do Judiciário apontam que essas eleições abrem caminho para que políticos e criminosos controlem os juízes.
O caso mais semelhante ao do México é a Bolívia, onde os membros dos tribunais superiores são eleitos por voto popular. Alguns estados americanos e suíços também elegem seus juízes locais.
Segue o que está em jogo neste país federado, com uma taxa de impunidade de 94%.
- Quem será eleito? -
Serão eleitos 881 cargos federais — incluindo os nove juízes da Suprema Corte — e 1.800 cargos locais.
Os cargos federais incluem 17 magistrados do Tribunal Eleitoral e cinco do recém-criado Tribunal Disciplinar, que supervisionará a conduta dos juízes e poderá sancioná-los.
Também estão em disputa 386 cargos de juízes distritais, que, em nível federal, julgam casos criminais e conexos, entre outros.
Além disso, serão eleitos 464 juízes de circuito (segunda instância). Os 4.000 juízes restantes serão eleitos em 2027.
- Em que se diferenciam de outras eleições? -
Ao contrário das eleições tradicionais, os partidos políticos não participam dessas eleições, portanto, não podem promover ou apoiar publicamente candidatos.
No entanto, vários postulantes, especialmente à Suprema Corte, foram identificados como alinhados ao partido no poder ou à oposição.
Os candidatos tiveram que pagar por suas próprias campanhas, pois não podiam receber financiamento público ou privado. Muitos recorreram às redes sociais.
A seleção foi realizada por comissões dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os eleitos cumprirão um mandato de nove anos e poderão concorrer à reeleição. Devem ser advogados, ter média de oito pontos durante o ensino superior, ter "boa reputação" e não ter sido condenados à prisão.
- Por que existe polarização? -
O partido no poder denuncia que o Judiciário está corroído pela impunidade, corrupção e nepotismo, e acusa alguns juízes de favorecerem criminosos de alto perfil.
Segundo dados oficiais, em 2023, os Ministérios Públicos estaduais fizeram 27.957 denúncias por homicídio doloso, mas apenas 16,2% chegaram a um juiz. No mesmo ano, apenas 38% dos processos criminais foram julgados em nível estadual.
A oposição e alguns juristas acusam a eleição de consolidar um "regime autoritário" do partido Morena, que, além do Executivo, controla o Legislativo e a maioria dos governos estaduais.
"Longe de democratizar o país, caminhamos para um governo autoritário", disse o ex-juiz Carlos Soto à AFP.
Os mexicanos "não votarão em pessoas treinadas pela experiência e por rigorosos processos de seleção (...), mas sim em pessoas pré-selecionadas e apoiadas pelo Morena, pelo governo e pelo crime organizado", denunciou a associação JUFED, que representa dezenas de juízes e desembargadores.
A ONG Defensorxs publicou uma lista com cerca de vinte candidatos "de risco", incluindo dois ex-advogados de narcotraficantes e um ex-presidiário por tráfico de drogas para os Estados Unidos.
A Supremo Corte foi uma pedra no sapato do popular López Obrador, bloqueando reformas como a que ampliou a participação estatal no setor energético e outra que envolveu as Forças Armadas na segurança pública.
- Quais outros riscos? -
A JUFED afirma que a eleição coloca em risco os direitos tanto das "minorias" quanto dos atores econômicos, deixando-os à mercê de juízes que poderiam agir por "lealdade" a um partido ou a seus promotores.
A ONG Equis, que atua na defesa de mulheres vítimas de violência de gênero, sustenta que o processo de seleção das candidatos foi insuficiente de "metodologias para avaliar suas habilidades, conhecimentos, histórico e integridade".
"O acesso à justiça será atrasado", pois o sistema judicial ficará paralisado enquanto uma nova Suprema Corte é formada e outros juízes e desembargadores são empossados, alerta Luis Fernando Villanueva, coordenador do Departamento Jurídico da Equis.
F.Wagner--VB