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Advogada que auxiliava imigrantes deportados é presa em El Salvador
A advogada salvadorenha Ruth Eleonora López, que denunciava a corrupção no governo do presidente Nayib Bukele e auxiliava os 252 imigrantes venezuelanos deportados pelos Estados Unidos e presos em seu país, foi detida, informou nesta segunda-feira o grupo de defesa dos direitos humanos Cristosal, onde ela trabalha.
A conhecida ativista e advogada, de 47 anos, que dirige a unidade anticorrupção e justiça da ONG Cristosal, foi presa a pedido do Ministério Público (MP), que a acusa de "peculato".
Quando trabalhava como assessora de Eugenio Chicas, ex-presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Ruth "colaborou na subtração de fundos dos cofres do Estado", informou o MP no X.
Treze organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, entre elas a Anistia Internacional (AI), a Human Rights Watch e o Escritório em Washington para a América Latina (Wola), condenaram a sua prisão e exigiram que ela seja colocada em liberdade.
"Exigimos das autoridades salvadorenhas a libertação imediata de Ruth López e pedimos que o governo garanta a sua integridade física e o seu direito ao devido processo", assinalaram, em comunicado conjunto.
Chicas foi preso em fevereiro, acusado de enriquecimento ilícito.
"O autoritarismo" tem crescido em El Salvador "à medida que o presidente Nayib Bukele mina as instituições e o Estado de Direito", acrescenta o comunicado, também assinado pelo Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL) e pelo Robert F. Kennedy Rigths, entre outras ONGs.
Bukele é um aliado-chave do presidente americano, Donald Trump, em sua política de linha-dura contra os imigrantes.
- Ativista reconhecida -
"Exijo a liberdade de Ruth, e exijo de Nayib Bukele, porque ele é o causador disso", disse Eleonora Alfaro, 72, mãe da advogada. A Cristosal disse não saber onde Ruth está presa.
"Nem sua família, nem sua equipe legal conseguiram confirmar seu paradeiro, nem o centro de detenção onde está reclusa", informou a organização em nota.
Sua prisão ocorre em um momento de "profunda preocupação" com "o risco crescente que as pessoas defensoras dos direitos humanos enfrentam" no país em um contexto de "fragilização institucional e repressão", acrescentou a organização.
A Cristosal auxilia famílias de pessoas inocentes detidas como parte da "guerra" contra as gangues lançada por Bukele em 2022, e também as famílias de imigrantes venezuelanos presos há dois meses em uma presídio de segurança máxima em El Salvador.
A ONG lançou recentemente um aplicativo para obter informações das famílias dos venezuelanos presos.
Com base nas respostas das famílias, a ONG concluiu que 78% deles emigraram em busca de "melhores oportunidades econômicas", 35% para fugir da violência e 9% pela perseguição política.
Ruth foi presa dois dias depois que advogados dos imigrantes venezuelanos denunciaram que seus clientes foram vítimas de torturas "físicas" e "morais".
- Comissário de Direitos Humanos renuncia -
Também nesta segunda, o comissário de defesa dos Direitos Humanos de Bukele, o colombiano Andrés Guzmán, anunciou à AFP sua renúncia, após dois anos no cargo.
Ele não revelou os motivos de sua decisão, mas elogiou a política de segurança de Bukele, a quem defendeu em fóruns internacionais das críticas de supostos abusos em sua "guerra" contra as gangues.
"Fui testemunha privilegiada de uma transformação histórica, observando como El Salvador passou do caos e da desesperança [pelas ações criminosas das gangues] para se tornar uma referência mundial de segurança", declarou à AFP.
Em sua carta de demissão, ele afirmou que deixava o cargo "com profunda tristeza e sincera gratidão".
"É preciso saber quando encerrar um capítulo e começar outro", acrescentou este ex-professor de universidades na Colômbia, no Peru e na Espanha.
O governo não comentou nem a prisão da advogada, nem a demissão do comissário.
- 'Contexto de autoritarismo' -
Na semana passada, o advogado ambientalista Alejandro Henríquez e o pastor evangélico José Pérez foram presos em El Salvador durante um protesto de famílias de agricultores.
Em fevereiro, o ativista de direitos humanos Fidel Zavala foi preso, acusado pelo Ministério Público de pertencer a grupos ilícitos (gangues).
Na semana passada, nove organizações - entre as quais AI, WOLA e CEJIL - criticaram um projeto de lei de "agentes estrangeiros" de Bukele, que contempla um imposto de 30% sobre as doações que as ONGs receberem.
Em abril, a Cristosal denunciou que agentes da polícia entraram em sua sede durante uma coletiva de imprensa e "começaram a filmar e fotografar as instalações", bem como "veículos do pessoal e dos meios de comunicação presentes".
A ONG informou na ocasião que a entrada da polícia em seus escritórios "se inscreve no contexto atual de autoritarismo e fechamento de espaços democráticos".
S.Gantenbein--VB