-
OpenAI encerra plataforma de vídeos Sora e se concentra em ferramentas profissionais
-
Reino Unido pesquisa arquivos sobre ex-príncipe Andrew
-
Sinner vence Michelsen e avança às quartas do Masters 1000 de Miami
-
Toronto apresenta estádio reformado para Copa do Mundo em meio a críticas por arquibancadas temporárias
-
Bolsonaro passará à prisão domiciliar temporária em Brasília devido à sua saúde
-
Chile retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet para Secretaria-Geral da ONU
-
Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia
-
Bloco da primeira-ministra lidera eleições na Dinamarca
-
Muchova vence Mboko e é primeira a avançar às semifinais do WTA 1000 de Miami
-
Israel assumirá controle de área extensa no sul do Líbano
-
Trump diz que EUA está em negociações com o Irã 'neste momento'
-
O chavismo está 'ferido' e sendo desmantelado por ordem de Trump, diz María Corina Machado
-
Nasa suspende seu projeto de estação orbital e vai criar base na Lua
-
Seis países apostam tudo em minitorneio de repescagem no México para Copa do Mundo de 2026
-
Mohamed Salah deixará o Liverpool ao final da temporada
-
Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro
-
Cada vez mais apagada no cenário mundial, Itália busca soluções para seu futebol
-
Algoz de Alcaraz, Sebastian Korda cai nas oitavas do Masters 1000 de Miami
-
Ucrânia é alvo de um dos maiores ataques da Rússia em plena luz do dia
-
Americano libertado no Afeganistão após mais de um ano de detenção chega aos Emirados
-
Lukaku está fora dos amistosos da Bélgica contra Estados Unidos e o México
-
Ministro da Defesa diz que combate a gangues na Guatemala ocorre sem 'abusos'
-
Giay, do Palmeiras, é convocado para substituir Montiel nos amistosos da Argentina
-
Governo Kast retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU
-
Argentina relembra legado doloroso da ditadura, que Milei quer revisar
-
Irã e Israel continuam se atacando apesar das declarações de Trump sobre negociações
-
Vítimas de pedofilia se deparam com muro de silêncio e impunidade na Áustria
-
Griezmann assina com Orlando City e jogará na MLS a partir de julho
-
Mercedes VLE elétrico: Preço e desempenho?
-
Israel assumirá controle de vasta área no sul do Líbano
-
Flotilha de ajuda humanitária chega a Cuba, mergulhada em crise
-
Lucas Pinheiro Braathen conquista o Globo de Cristal do slalom gigante
-
Muito velho? Juiz que preside julgamento contra Nicolás Maduro tem 92 anos
-
Maduro volta a tribunal de Nova York na quinta-feira
-
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio
-
Bertha Navarro, a produtora que revelou Guillermo del Toro
-
Ataques russos matam cinco pessoas na Ucrânia
-
Austrália e UE fecham grande acordo comercial
-
Argentina recorda doloroso legado da ditadura, que Milei deseja revisar
-
Torcedores denunciam a Fifa à Comissão Europeia por preços elevados dos ingressos da Copa do Mundo
-
Dinamarca tem eleição legislativa acirrada; premiê é favorita para permanecer no poder
-
Pentágono endurece restrições à imprensa após sentença judicial
-
EUA vão poder deportar para a Costa Rica até 25 imigrantes por semana
-
Senado dos EUA confirma novo secretário de Segurança Interna
-
Barril do Brent volta a superar os US$ 100 e WTI sobe mais de 3%
-
Acidente com avião militar deixa mais de 60 mortos na Colômbia
-
Polícia de Londres investiga ataque a ambulâncias da comunidade judaica
-
Sinner vence Moutet e vai às oitavas do Masters 1000 de Miami; Zverev também avança
-
Trump anuncia conversas 'muito boas' com o Irã; Teerã nega
-
Acidente com avião militar deixa mais de 30 mortos na Colômbia
Gangues suecas recrutam menores como matadores de aluguel nas redes sociais
“Irmão, mal posso esperar pelo meu primeiro cadáver”, escreve um menino de 11 anos no Instagram na Suécia, onde as gangues usam sites de bate-papo criptografados para recrutar menores que, devido à idade, não podem ser processados como assassinos de aluguel.
“Mantenha-se motivado, isso virá”, responde seu contato de 19 anos.
Nessa conversa, em 16 de dezembro de 2023, o adulto promete ao garoto 150.000 coroas suecas (US$ 13.680 ou R$ 79.000) por um assassinato, além de roupas e transporte para a cena do crime, de acordo com uma investigação policial preliminar na província ocidental de Varmland.
Nesse caso, quatro homens com idades entre 18 e 20 anos foram acusados de recrutar quatro menores entre 11 e 17 anos para uma gangue criminosa. Todos foram presos antes de entrarem em ação.
A investigação inclui uma série de capturas de tela que os menores compartilharam entre si, posando com armas, alguns com o peito nu ou usando capuzes.
Ao ser interrogado pela polícia, o menino de 11 anos disse que escreveu a mensagem para parecer “legal” e “não demonstrar medo”.
Seu caso não é único.
A Suécia vem tentando há anos conter uma onda de tiroteios e ataques ligados ao acerto de contas e à luta para controlar o mercado de drogas ilícitas em um país de 10,5 milhões de habitantes.
No ano passado, 53 pessoas foram mortas em ataques a tiros, cada vez mais frequentes em locais públicos. Às vezes, eles deixam vítimas inocentes.
- Procuram-se assassinos -
A criminalidade das gangues suecas é complexa e organizada: os líderes operam no exterior por meio de intermediários que usam sites de bate-papo criptografados como Telegram, Snapchat e Signal para recrutar adolescentes com menos de 15 anos, a idade de responsabilidade criminal.
“É organizado como uma espécie de mercado [de trabalho] em que as tarefas são postadas em fóruns e as pessoas que as aceitam são cada vez mais jovens”, explicou Johan Olsson, chefe do Departamento Nacional de Operações (NOA) da polícia sueca, em uma coletiva de imprensa.
Algumas empresas terceirizadas facilitam os contatos entre aqueles que ordenam os ataques e os assassinos recrutados, e as partes só se comunicam on-line, disse à AFP Sven Granath, professor de criminologia da Universidade de Estocolmo.
Outros recrutam pessoalmente, procurando garotos em seus bairros.
O número de casos relacionados a assassinatos na Suécia envolvendo pessoas com menos de 15 anos aumentou de 31 nos primeiros oito meses de 2023 para 102 no mesmo período de 2024, de acordo com o gabinete do promotor. Isso inclui, entre outros casos, homicídio, conspiração para homicídio, tentativa de homicídio, cumplicidade em homicídio e incitação ao homicídio.
Crianças com menos de 15 anos de idade não podem ser processadas. Em vez disso, os serviços sociais determinam o tipo de apoio ou cuidado a ser fornecido.
Quem são essas crianças que aceitam missões de assassinato anunciadas nas redes sociais?
Geralmente, são jovens com dificuldades escolares ou déficit de atenção, problemas de dependência ou que tiveram problemas com a polícia, de acordo com Granath.
“Eles são recrutados para conflitos com os quais não têm nenhuma ligação, são mercenários” e não necessariamente fizeram parte de gangues antes, explicou ele.
Algumas crianças procuram as missões por conta própria, de acordo com um relatório do Conselho Nacional de Prevenção ao Crime (BRA).
E isso pode ser feito tanto pela adrenalina, quanto pelo reconhecimento, pelo senso de pertencimento ou pelas grandes recompensas financeiras.
Eles são atraídos pela camaradagem, pelas roupas chamativas e pela promessa de lealdade inabalável.
“Agora, todo mundo quer ser um assassino”, disse à AFP Viktor Grewe, um expatriado de 25 anos que trombou com a polícia pela primeira vez aos 13 anos.
“É incrivelmente triste ver que é a isso que as crianças aspiram”, que glorificam o estilo de vida criminoso no TikTok, disse ele.
- Exploração sem trégua -
Tony Quiroga é chefe de polícia na cidade de Örebro, 200 km a oeste de Estocolmo.
“Há uma exploração implacável de jovens cujas vidas estão apenas começando”, disse ele à AFP em uma audiência recente.
Os terceirizados “não querem se arriscar” para proteger a si mesmos e a seus superiores, disse ele.
Voluntários patrulham as ruas dos bairros pobres de Örebro para conversar com os jovens sobre o risco representado pelas gangues.
Viktor Grewe, que deixou a vida de gangue aos 22 anos, diz que os jovens criminosos não têm fé em seu futuro e que a maioria não passa dos 25 anos.
De acordo com um relatório recente da BRA, o recrutamento de crianças faz parte do modelo de negócios das gangues e, uma vez que uma criança entra, é difícil para ela sair.
Tony Quiroga lamenta que a polícia esteja enfrentando conflitos “que nunca terminam”.
B.Baumann--VB