
-
Oscar Piastri vence GP da Holanda de Fórmula 1
-
Rota lendária é vista como salvação econômica na Guiana
-
Flotilha com Greta Thunberg zarpa de Barcelona com ajuda para Gaza
-
'Medo de dormir': moradores de Gaza relatam novos bombardeios israelenses
-
Netanyahu anuncia ataque contra porta-voz do braço armado do Hamas
-
Protestos violentos prosseguem na Indonésia; presidente denuncia 'terrorrimo'
-
Papa Leão XIV pede o fim da 'pandemia de armas' que mata crianças
-
Putin e Modi participam de reunião de cúpula organizada por Xi na China
-
Ativistas jogam tinta na fachada da Sagrada Família de Barcelona
-
Bia Haddad atropela Sakkari e avança às oitavas de final do US Open
-
Número 3 do mundo, Zverev cai na 3ª rodada do US Open
-
Swiatek sofre, mas vence Kalinskaya e avança às oitavas do US Open
-
Venus Williams avança às oitavas no torneio de duplas do US Open
-
Vini Jr. dá vitória ao Real Madrid sobre o Mallorca no Espanhol
-
Com hat-trick de João Neves, PSG atropela Toulouse no Francês
-
Napoli vence Cagliari com gol nos acréscimos e sobe para liderança do Italiano
-
Sinner perde set, mas vence Shapovalov e avança às oitavas US Open
-
Rebeldes do Iêmen prometem vingança após morte de seu 'primeiro-ministro' em bombardeios israelenses
-
Naomi Osaka avança às oitavas do US Open pela 1ª vez desde 2020
-
Bayern sofre, mas vence Augsburg e se mantém 100% no Alemão
-
Cruz Vermelha denuncia planos de evacuar Cidade de Gaza e Israel endurece cerco
-
Matheus Cunha é cortado por lesão e Samuel Lino é convocado para Seleção
-
Coco Gauff vence Magdalena Frech e vai às oitavas do US Open
-
Um Frankenstein 'emotivo' chega a Veneza sob a direção de Guillermo del Toro
-
Com gol nos acréscimos, United vence Burnley e consegue 1ª vitória no Inglês
-
Milhares protestam contra ações de Israel em Gaza à margem do Festival de Veneza
-
Bayern x Chelsea será o duelo mais atrativo da 1ª rodada da Champions
-
Dançar tango, terapia inovadora na Argentina contra sintomas de Parkinson
-
Nkunku deixa Chelsea e assina com Milan
-
Moraes manda ampliar monitoramento na área externa da residência de Bolsonaro
-
Oscar Piastri faz a pole position do GP da Holanda de F1
-
Incêndio provocado por manifestante no leste da Indonésia deixa 3 mortos
-
Ex-presidente do Parlamento ucraniano é morto a tiros
-
Presidente chinês recebe líderes mundiais para reunião da OCX
-
Irmãos escoceses completam travessia do Pacífico a remo
-
Cruz Vermelha afirma que evacuação da Cidade de Gaza é impossível
-
Juíza bloqueia procedimento acelerado de expulsão de migrantes de Trump
-
Navio de guerra americano entra no Canal do Panamá rumo ao Caribe
-
Djokovic vence Norrie e volta às oitavas do US Open
-
Governador relata 'ataque maciço' à região ucraniana de Dnipropetrovsk
-
Sabalenka se vinga de Leylah Fernández e vai enfrentar Bucsa nas oitavas do US Open
-
Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais
-
Veterano Dayro Moreno volta à seleção da Colômbia para enfrentar Bolívia e Venezuela
-
Palmeiras reforça meio-campo com Andreas Pereira, vindo do Fulham
-
Cremonese bate Sassuolo em estreia de bisneto de Mussolini e lidera Italiano; Milan vence
-
Audiência sobre demissão de diretora do Fed termina sem decisão
-
Lewandowski retorna à seleção da Polônia após troca de treinador
-
Norris domina o dia de treinos livres nos Países Baixos; Alonso fica em segundo
-
Macron e Merz denunciam falta de vontade de Putin e querem mais sanções contra Rússia
-
Líder opositor deixa a prisão na Bolívia após três anos

O sonho de uma família migrante venezuelana desfeito pela tragédia aérea em Vinhedo
Eles embarcaram no avião no Paraná para uma longa viagem até a Venezuela, sua terra natal. Mas o plano de Josgleidys González, sua mãe e o pequeno Joslan, de quatro anos, foi desfeito com a queda da aeronave em que viajavam.
A família, que migrou para o Brasil, estava entre os 62 ocupantes - 58 passageiros e 4 tripulantes - do avião que caiu na sexta-feira (9) em uma área residencial da cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo.
Josgleidys tinha 25 anos e seu bebê, apenas quatro meses, quando chegaram há quatro anos a Cascavel, cidade paranaense de 350.000 habitantes, onde ela trabalhava como caixa de supermercado, conta à AFP Thaiza Evangelista, uma amiga brasileira.
A viagem que iniciaram na sexta-feira para seu país era para tirar documentos e seguir até a Colômbia para recomeçar porque no Brasil a vida estava cara demais.
Assim como Josgleidys, cerca de 7,7 milhões de venezuelanos emigraram nos últimos anos devido à crise econômica e política em seu país, segundo números da ONU.
"Eles pretendiam ir para a Colômbia porque tinham parentes [lá] e não precisavam pagar aluguel, porque aqui isso era o mais difícil", relata Evangelista, que nas semanas anteriores à sua partida os ajudou com os preparativos.
Esta mulher protetora de animais de 52 anos também os convenceu a levar a cadelinha de seis meses, Luna, e fez uma vaquinha para custear as despesas, sobretudo para Joslan, diz, "que chorava porque não queria deixar a cachorrinha".
A jornada da família começava neste voo de Cascavel para Guarulhos, em São Paulo. Depois, embarcariam em outro avião para Boa Vista (Roraima), e dali, seguiriam de caminhonete para Pacaraima, perto da fronteira venezuelana, e encarariam 12 horas de ônibus até o estado Bolívar, onde fica sua cidade natal.
"Ela me mandou uma última mensagem às 11h16, [dizendo] que tudo tinha corrido bem e que já iam embarcar no avião", lembra Evangelista.
Logo depois, começou a receber mensagens de que uma aeronave com destino ao aeroporto de Guarulhos havia caído.
"Eu comecei a me desesperar, fui falando com todo mundo, não saía a lista [de vítimas], até que tive a confirmação de que era o voo dela", conta por telefone de Cascavel, onde amigos e vizinhos se uniram após o choque com a notícia.
A companhia aérea Voepass confirmou que no voo 2283 viajavam Josgleidys, sua mãe, María Gladys Parra, Joslan Pérez e a cadelinha Luna.
- "Destruídos" -
Josgleidys era "uma guerreira" e "era muito querida. É muito difícil manter a doçura, a honestidade, a integridade passando por tanta coisa difícil", diz Evangelista.
Neirelis Orta, uma venezuelana de 33 anos que também migrou para o Brasil e mora em Cascavel desde fevereiro, trabalhava com Josgleidys no supermercado.
"Estamos destruídos, e o único que dizemos é que ela não merecia isso. Que horrível", lamenta.
A pior tragédia aérea em solo brasileiro em 17 anos ceifou muitas outras vidas.
Entre sexta e sábado, uma operação com 200 profissionais conseguiu recuperar os corpos de todas as vítimas, que morreram esmagadas em meio às ferragens da fuselagem ou carbonizadas.
Na maioria dos casos, os trabalhos de identificação vão exigir exames de DNA.
R.Fischer--VB