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Criminosos mexicanos e colombianos entram para lista de 'alvos militares' do Equador
O governo do Equador incluiu nesta sexta-feira (19) em sua lista de "alvos militares" chefes do cartel mexicano de Sinaloa e um dissidente da ex-guerrilha colombiana das Farc.
Composta por 11 pessoas e dividida em três níveis de periculosidade, a lista é liderada por Ismael Mario Zambada García, vulgo "El Mayo", e por Geovany Andrés Rojas, conhecido como "Araña", do grupo de dissidentes dos Comandos de Fronteira, da Colômbia.
O Equador está mergulhado em uma violência imposta por grupos de narcotraficantes vinculados a cartéis internacionais, que se enfrentam, mas que estão unidos em uma guerra contra o Estado. Determinado a dominá-los, o presidente Daniel Noboa antecipou a atualização da lista de "alvos militares".
El Mayo lidera uma facção do Cartel de Sinaloa. Juntamente com seu sócio, o capturado "Chapo" Guzmán, é um dos narcotraficantes mais conhecidos da história do México, segundo o centro de pesquisas Insight Crime. Já Araña, também no primeiro nível de periculosidade, lidera o grupo Comandos da Fronteira, ligado a uma dissidência das Farc que se afastou do acordo de paz de 2016.
O cartaz foi divulgado em meio a uma crise com o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador que teve início depois que Noboa ordenou uma invasão à embaixada do México para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que havia recebido asilo.
Noboa não informou se os criminosos estrangeiros estão no Equador. "Pode-se ver que, inclusive, há governos que cooperam com essas estruturas transnacionais, mas não vamos permitir que eles interfiram no país", disse Noboa, que se distancia dos governos de esquerda da região.
Nos demais níveis de "alvos militares" estão outros nove cabeças, entre eles José Adolfo Macías Villamar, vulgo "Fito". O cabeça local é líder do grupo criminoso Los Choneros, um dos maiores do país.
L.Stucki--VB