-
Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro
-
Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
-
Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75%
-
Dólar recua após eleições nos EUA; Ibovespa sobe
-
Governo publica MP com alíquotas do Imposto Seletivo para 2027
-
SCANDIC FINANCE ने एलेक्स बोडी को समूह का उपाध्यक्ष नियुक्त किया
-
SCANDIC FINANCE แต่งตั้งอเล็กซ์ โบดี เป็นรองประธานกลุ่มบริษัท
-
SCANDIC FINANCE Grubu, Alex Bodi’yi başkan yardımcılığına atadı
-
Alex Bodi wiceprezesem grupy SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди е назначен за вицепрезидент на групата SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi a SCANDIC FINANCE vállalatcsoport új alelnöke
-
Ο Άλεξ Μπόντι νέος αντιπρόεδρος του ομίλου SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi byl jmenován viceprezidentem skupiny SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi utsedd till vicepresident för SCANDIC FINANCE-koncernen
-
تعيين أليكس بودي نائبًا لرئيس مجموعة SCANDIC FINANCE
-
SCANDIC FINANCEグループ、アレックス・ボディ氏を副社長に任命
-
SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
-
亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
Após eleições municipais, França se prepara para presidencial de 2027
O fim das eleições municipais lançou a corrida para a eleição presidencial de 2027 na França, com a extrema direita à espera da Justiça, a esquerda dividida e a centro-direita buscando seu candidato para suceder Emmanuel Macron.
O presidente de centro-direita não pode se candidatar a um terceiro mandato e os partidos já pensam nas estratégias para alcançar a presidência dentro de um ano.
Segundo uma pesquisa do Toluna Harris Interactive publicada no domingo, o presidente do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), Jordan Bardella, lideraria o primeiro turno com entre 35% e 36% dos votos.
"Não quero minimizar o risco de uma vitória do RN (...), mas nada é inevitável e nada está decidido neste momento", afirmou à AFP Blanche Leridon, analista do Instituto Montaigne.
A eleição de Macron em 2017 pôs fim ao bipartidarismo na França entre uma esquerda moderada e a direita. A ascensão da extrema direita de Marine Le Pen e da esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon acabou por reconfigurar o cenário político.
Desde a inesperada antecipação das legislativas de 2024, a segunda economia da União Europeia está dividida em três blocos: esquerda moderada e radical; centro-direita e direita tradicional; e extrema direita.
Os partidos começam a debater suas estratégias para 2027 em função desses blocos.
- Le Pen no limbo -
A extrema direita saberá em 7 de julho se a Justiça confirma a condenação de Marine Le Pen a cinco anos de inelegibilidade por desvio de recursos públicos europeus, o que a afastaria da eleição presidencial.
Mas seu partido já prepara o plano B: Bardella, que venceu na França as eleições para o Parlamento Europeu de 2024 e, no domingo, celebrou o "maior avanço" do RN nas eleições municipais.
"Esses sucessos não são o fim do caminho, mas o começo", afirmou o líder de 30 anos.
No entanto, analistas consultados pela AFP relativizam. O RN conseguiu se impor em cidades pequenas e médias como Carcassonne, mas não conquistou nenhuma grande além de Perpignan, que controla desde 2020.
"Existe um verdadeiro teto de vidro nas grandes cidades", destacou Leridon.
- Philippe à frente -
O RN não conseguiu formar uma "união de direitas" com o partido conservador Os Republicanos (LR), depois que, em 2024, seu então líder, Éric Ciotti, se aliou a Le Pen e deixou o partido. Hoje é prefeito de Nice.
Desde 2022, quando Macron perdeu a maioria, o LR tem servido de apoio parlamentar e chegou a integrar o governo durante um ano, até outubro de 2025.
Embora seu líder, Bruno Retailleau, busque abrir uma via entre LFI e RN para 2027, como "principal força local", algumas vozes no partido defendem primárias amplas que incluam até mesmo o partido Reconquista (extrema direita) para escolher um único candidato.
O vencedor do bloco de centro-direita nas municipais foi Édouard Philippe. Aliado de Macron, ele condicionava suas ambições presidenciais à reeleição como prefeito de Le Havre. E venceu.
"Na direita, Philippe pode se impor como candidato único e até vencer", afirmou Éric Maurice, do think-tank European Policy Centre. Na pesquisa publicada no domingo, aparece atrás de Bardella, com 18% dos votos.
- Esquerda dividida -
As eleições municipais aprofundaram a divisão na esquerda, especialmente porque os socialistas e A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) disputam a hegemonia e a liderança de uma candidatura única em 2027.
Apesar do sucesso eleitoral de 2024 em uma frente unida com ambientalistas e comunistas, ambos concorreram separados nas municipais e, na maioria das cidades onde se uniram, como Toulouse ou Limoges, foram derrotados.
"A esquerda foi tóxica para si mesma nesta campanha", afirmou a líder ecologista Marine Tondelier, cujo partido perdeu muitas cidades conquistadas em 2020 durante a "onda verde", embora tenha mantido Lyon.
Assim como Tondelier, o líder socialista Olivier Faure defende uma união da esquerda em 2027, mas referências de seu partido se opõem e destacam as vitórias em Paris e Marselha, sem a LFI.
Na LFI, ninguém duvida que Mélenchon será novamente candidato à presidência após terminar em terceiro em 2022. Desde então, porém, suas controvérsias recorrentes deterioraram sua imagem na França.
"A esquerda não pode se dividir no primeiro turno se quiser chegar ao segundo turno no ano que vem. Mas quem pode ser o candidato? Se for Mélenchon, provavelmente perderão", avalia Maurice.
burs-as-tjc/an/lm/aa
G.Haefliger--VB