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Equador e EUA adotam plano de recompensas contra crime organizado
O Equador implementou, com apoio dos Estados Unidos, um programa de recompensas para combater o crime organizado, um mal que se espalhou pelo país levando a uma taxa de homicídios de 33 por 100.000 habitantes, informaram as autoridades nesta terça-feira (17).
O país é "o quarto país das Américas a participar de um programa contínuo de recompensas regional destinado a combater o terrorismo e aumentar a segurança", disse o embaixador dos Estados Unidos, Michael Fitzpatrick, durante uma cerimônia de entrega de equipamentos à polícia equatoriana em Quito.
Na Colômbia, no Peru e no Panamá existe um programa similar, de entrega de recompensas às pessoas que derem informações sobre envolvidos em delitos do crime organizado, explicou o diplomata, sem divulgar números.
O plano, financiado por Washington, "facilitará a obtenção de informação anônima e comprovada para resolver vários crimes como o do candidato à Presidência Fernando Villavicencio", assassinado a tiros pouco antes do primeiro turno das eleições, em 20 de agosto, disse o presidente equatoriano, Guillermo Lasso, na mesma cerimônia.
Para conseguir pistas sobre os mandantes desse magnicídio, Washington ofereceu cinco milhões de dólares (pouco mais de R$ 25 milhões), uma quantia que está de fora do plano de recompensas, disse Fitzpatrick. Além disso, o FBI - a polícia federal americana - colabora com as investigações.
Lasso acrescentou que a cooperação bilateral "permitirá combater com mais eficácia o terrorismo, o crime organizado e o narcotráfico transnacional", que atingem o Equador, por anos considerado um oásis de paz em meio aos maiores produtores de cocaína do mundo, Colômbia e Peru.
A rápida expansão do narcotráfico deixou um rastro de morte. Nos presídios, cerca de 460 presos morreram desde 2021 em violentas disputas pelo poder.
Entre janeiro e setembro, a taxa de homicídios foi de 33 por 100.000 habitantes, de acordo com o Observatório Equatoriano do Crime Organizado, que estima que esta taxa chegará 40/100.000 mortes até o fim de 2023.
Os "traficantes no Equador (estão) alçados em armas contra a população civil e cada vez mais contra o próprio Estado, em formas que, infelizmente, eram muito familiares na Colômbia e Peru", afirmou Fitzpatrick.
Em quase dois anos e meio de governo Lasso, o país já apreendeu 526 toneladas de drogas, a maioria tendo como destino Europa e Estados Unidos.
D.Bachmann--VB