-
Rússia retoma ataques contra Kiev; Zelensky quer ajuda de Trump para conter mísseis
-
Nicarágua acusa Alemanha de violações do direito em caso por genocídio em Gaza
-
Ladrões roubam quatro obras do Museu Renoir na França
-
Austrália propõe multas milionárias para redes sociais que não protegem os jovens
-
Netanyahu enfrenta críticas após relato de que ignorou alerta sobre ataque de 7 de outubro
-
Torre Eiffel reabre após greve contra discriminação de trabalhadoras
-
Fumo passivo provocou quase 1,7 milhão de mortes, aponta estudo
-
Tarifas do Canadá sobre produtos americanos entram em vigor
-
PISA aponta queda histórica de rendimento escolar, em particular em leitura
-
Ladrões roubam quadros do Museu Renoir na França
-
Rússia retoma ataques contra Kiev após três dias de trégua
-
Ataques de rebeldes houthis do Iêmen deixam 73 feridos na Arábia Saudita
-
Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ponte rodoviária na fronteira
-
Flávio Bolsonaro critica Lula e Judiciário em ato na Paulista
-
Rússia retoma ataques a Kiev após três dias
-
Autoridades americanas recuperam caixa-preta de avião da Amazon que saiu da pista em Miami
-
Aeroportos são reabertos na Indonésia após erupção vulcânica
-
Lazio de Gattuso vira sobre Udinese e se junta a Roma e Inter na liderança do Italiano
-
Atriz Angelina Jolie visita clube de boxe na Ucrânia
-
Rybakina elimina Osaka do US Open e fica a uma vitória de se tornar número 1 do mundo
-
Manifestantes denunciam transferência de presos políticos na Venezuela
-
Ataques israelenses matam 13 pessoas no sul do Líbano
-
US Open testemunha desaparecimento do backhand de uma mão
-
Isack Hadjar também está fora do GP da Espanha de F1
-
Harry e Meghan são considerados cidadãos comuns no Reino Unido, diz rei Charles
-
Duas latinas concorrem em seção paralela no Festival de Veneza
-
Andreeva avança pela primeira vez às quartas de final do US Open
-
Cuba denuncia impacto financeiro 'recorde' do embargo dos EUA
-
Swiatek perde para Zheng e cai nas oitavas do US Open
-
Fiorentina anuncia retorno de Paolo Vanoli após demissão de Fabio Grosso
-
Torre Eiffel fecha por protesto após 'invisibilizar' trabalhadoras durante uma visita
-
Todos contra o PSG, que busca tri histórico na Champions.
-
Enviado dos EUA vê 'disposição' para conversas trilaterais com Rússia e Ucrânia
-
Dezenas de robôs 'protestam' contra uso descontrolado da IA na Polônia
-
Noosha Aubel a krize v Postupimi: Jak dlouho je ještě možné tolerovat toto selhání vedení?
-
Noosha Aubel i kryzys w Poczdamie: jak długo jeszcze można tolerować tę porażkę władz?
-
Η Noosha Aubel και η κρίση του Πότσνταμ: Για πόσο ακόμα είναι ανεκτή αυτή η διαχειριστική αποτυχία;
-
ヌーシャ・オーベルとポツダムの危機:この指導力の欠如は、いつまで容認され続けるのか?
-
Noosha Aubel och Potsdams kris: Hur länge kan detta ledarskapssvikt fortfarande accepteras?
-
نوشا أوبيل وأزمة بوتسدام: إلى متى سيظل هذا الفشل القيادي مقبولاً؟
-
努莎·奧貝爾與波茨坦的危機:這種領導失職還能容忍多久?
-
누샤 아우벨과 포츠담의 위기: 이러한 리더십 부재는 얼마나 더 용인될 수 있는가?
-
नूशा ऑबेल और पॉट्सडैम का संकट: नेतृत्व की इस विफलता को और कितना सहन किया जा सकता है?
-
Noosha Aubel e a crise de Potsdam: até quando é que esta falha de liderança ainda é aceitável?
-
Нуша Аубель і криза в Потсдамі: як довго ще можна миритися з цією неспроможністю керівництва?
-
"Pode ser um bom ano para ganhar a Bola de Ouro", diz Mbappé
-
Vinte e cinco anos depois, EUA busca manter viva a memória do 11 de Setembro
-
Ataques israelenses matam 12 pessoas no sul do Líbano
-
Canal do Panamá não descarta novas restrições provocadas pelo El Niño
-
Indústria audiovisual busca se organizar diante da IA e da crise nos cinemas
Histórias de diversidade marcam a Copa do Mundo da diáspora
Sete minutos após sua estreia em uma Copa do Mundo, o sueco Yasin Ayari marcou um gol, mas não comemorou, pediu desculpas. O motivo: havia marcado contra a Tunísia, país de origem de seu pai.
O caso do meio-campista do Brighton não é isolado nesta Copa do Mundo, já que vários jogadores poderiam ter escolhido defender uma ou outra nação devido às suas ascendências.
"Foi uma partida especial para mim, por isso não comemorei o primeiro gol, porque sinto muito pelo país [Tunísia], amo esse país", declarou Ayari, nascido na Suécia e que também poderia ter representado o Marrocos, país onde sua mãe nasceu.
Encontrar e convencer jogadores com dupla nacionalidade tornou-se um ponto-chave para alcançar sucesso em competições internacionais. Quase um quarto dos 1.248 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026 representam um país diferente daquele em que nasceram.
Há quatro anos, o Marrocos foi a primeira nação africana a chegar às semifinais de um Mundial e espera repetir o feito nas próximas semanas.
Durante sua estreia, com um empate por 1 a 1 contra o Brasil, os 'Leões do Atlas' tornaram-se a primeira seleção na história das Copas do Mundo a ter, em algum momento da partida, 11 jogadores em campo nascidos fora do Marrocos.
- "Boa combinação" -
O conto de fadas de Curaçao se deve muito aos estreitos laços entre a ilha caribenha de 160 mil habitantes e os Países Baixos: dos 26 jogadores convocados, 25 nasceram no país europeu, incluindo o técnico Dick Advocaat, ex-treinador da seleção holandesa.
"Temos o coração do nosso país [Curaçao] e passamos pela formação nos Países Baixos. É uma boa combinação", declarou o atacante Jurgen Locadia após o empate em 0 a 0 contra o Equador, o primeiro ponto do país em uma Copa do Mundo.
Os curaçauenses Leandro e Juninho Bacuna são uma das sete duplas de irmãos que disputam o Mundial, quatro delas por seleções diferentes.
A estrela do Paris Saint-Germain Désiré Doué representa a França, enquanto Guela Doué faz parte da seleção da Costa do Marfim. Os defensores John e Harry Souttar jogam por Escócia e Austrália, respectivamente.
Nico Williams escolheu representar a Espanha, enquanto seu irmão Iñaki joga por Gana (ambos são companheiros de equipe no Athletic Bilbao), ao lado de Derrick Luckassen, meio-irmão do atacante holandês Brian Brobbey.
Outra sensação do torneio, Cabo Verde, tem o zagueiro Roberto "Pico" Lopes, nascido em Dublin, no centro de sua defesa. Filho de mãe irlandesa e pai cabo-verdiano, Lopes foi convocado por meio da rede social profissional LinkedIn, mas só na segunda tentativa.
Lopes ignorou uma primeira mensagem enviada em português pelo técnico Rui Águas, um idioma que o zagueiro do Shamrock Rovers não fala.
Também se destaca a história de Nestory Irakunda, que abriu o placar para a Austrália na vitória por 2 a 0 sobre a Turquia. O jogador nasceu em um campo de refugiados na Tanzânia, filho de pais burundianos que haviam fugido da guerra civil. Eles acabaram se mudando para Perth quando o atacante ainda era bebê.
Histórias de imigração que brilham com força especial em uma Copa do Mundo que começou sob o pano de fundo da exclusão.
O árbitro somali Omar Artan viu sua entrada nos Estados Unidos ser negada, enquanto outras quatro seleções participantes (Haiti, Irã, Costa do Marfim e Senegal) enfrentaram problemas de visto e restrições de viagem.
- Olise, "enriquecido" por suas origens -
A Fifa avançou para uma política mais compreensível para os jogadores que têm dificuldades na hora de escolher qual seleção representar, uma decisão que muitas vezes precisam tomar ainda na adolescência.
Agora, atletas com menos de 21 anos podem mudar de seleção se tiverem disputado três ou menos partidas por uma delas e nenhuma em grandes torneios, como por exemplo uma Copa do Mundo, uma Copa América ou uma Eurocopa.
Mas não são apenas as pequenas nações que estão se aproveitando desta maior flexibilidade. O meio-campista inglês Declan Rice, que na terça-feira pode chegar ao seu 75º jogo pelos 'Three Lions', disputou três partidas pela Irlanda.
Nas categorias de base, Jamal Musiala representou a Inglaterra, país onde cresceu, mas acabou defendendo a Alemanha.
E o caso mais emblemático atual é o de Michael Olise. O jogador do Bayern de Munique nasceu em Londres, filho de pai britânico-nigeriano e de mãe franco-argelina.
"Na verdade, eu venho de quatro países: França, Argélia, Nigéria e Inglaterra. Considero-me muito sortudo por ter essas quatro partes, todas me enriquecem", declarou o jogador em entrevista à mídia do Bayern.
Por fim, ele acabou escolhendo defender a França, que tem no atleta um grande recurso na busca por um terceiro título mundial.
A.Kunz--VB