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Última rodada da primeira fase da Copa começa e qualquer tropeço pode ter consequências graves
Com o início nesta quarta-feira (24) da terceira e última rodada da primeira fase da Copa do Mundo, qualquer tropeço pode ter consequências graves para as seleções: de um confronto mais complicado até a eliminação do torneio.
Após as 48 primeiras partidas disputadas, ainda há poucas certezas: apenas seis equipes já estão classificadas (México, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Colômbia, França e Noruega) e outras cinco já estão eliminadas (Jordânia, Haiti, Turquia, Tunísia e Panamá).
Ao contrário das outras seleções classificadas, Colômbia, França e Noruega não têm o primeiro lugar garantido e as duas últimas disputarão entre si a liderança do Grupo I na sexta-feira, em Boston.
A posição na primeira fase não é uma questão menor. Terminar na liderança do grupo não tem apenas um interesse esportivo (a princípio, um primeiro confronto eliminatório mais acessível), como também logístico (o primeiro lugar da chave garante um deslocamento mais curto).
- Vantagem dupla -
O Brasil, por exemplo, se terminar como líder do Grupo C, jogará os 16 avos de final em Houston, mas se ficar em segundo precisará viajar até Monterrey, com a complicação adicional de mudar de país.
Outra favorita ao título, a Espanha, se terminar em primeiro no Grupo H, enfrentará o segundo do Grupo J, Áustria ou Argélia, mas se tropeçar contra o Uruguai e acabar em segundo, terá como adversária a atual campeã Argentina.
Com a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções e o novo formato do torneio, no qual os oito melhores terceiros colocados dos 12 grupos também avançam para a segunda fase, renasce a ameaça de combinação de resultados, o que havia acabado desde que a Fifa decidiu, após o Mundial da Espanha-1982, que as partidas da última rodada de um grupo seriam disputadas no mesmo horário.
E isso fará com que, embora a terceira rodada da fase de grupos comece nesta quarta-feira, algumas seleções descubram apenas no sábado, após o encerramento de todos os grupos da primeira fase, se prosseguem ou não no torneio.
Mas, como quatro pontos serão quase com toda certeza suficientes para avançar de fase, em várias partidas as equipes saberão com antecedência qual será o resultado conveniente para as duas.
- Risco de jogos combinados -
Este é o caso, por exemplo, de Paraguai-Austrália na quinta-feira. As duas seleções somam 3 pontos e um empate pode classificar ambas.
"Acho que, de certo modo, você está trapaceando se busca uma espécie de trégua quando faltam 10 minutos. Na minha opinião, isso não é certo", afirmou o zagueiro australiano Jason Geria.
"É evidente que ambos poderíamos nos classificar com um ponto, mas não acredito que esteja em nossa natureza simplesmente ceder ou tirar o pé do acelerador", acrescentou.
As equipes que entrarão em campo mais tarde, além disso, terão a vantagem de saber qual resultado será necessário para a classificação.
E, como agora o primeiro critério de desempate entre seleções empatadas no número de pontos é o resultado do confronto direto e não o saldo de gols, muitas partidas serão disputadas sem nada em jogo, casos de Estados Unidos-Turquia e Argentina-Jordânia, com uma equipe já classificada como líder do grupo e a outra eliminada.
- Recordes e gols -
Os riscos da última rodada não ofuscam as quase duas semanas de ótimo futebol, com recordes e uma chuva de gols.
Em sua sexta Copa, o argentino Lionel Messi se tornou o maior artilheiro da história do torneio, com 18 gols (superando os 16 de Miroslav Klose), enquanto Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro jogador a balançar as redes em seis edições, após os dois gols na terça-feira na vitória de Portugal contra o Uzbequistão (5 a 0).
Todas as estrelas no torneio já deixaram sua marca e iniciaram uma disputa intensa pela Chuteira de Ouro: Messi soma 5 gols, Mbappé e Haaland 4, Ronaldo e Kane 2.
Nesse ritmo, até o recorde do francês Just Fontaine, de 13 gols em uma única Copa do Mundo (1958), pode cair em 2026.
A.Kunz--VB