-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
-
Coreia do Norte lança dois projéteis no Mar do Leste
-
Rússia enfrenta grande ataque de drones ucranianos no último dia das eleições legislativas
-
Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
-
Coalizão liderada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Cuba restabelece conexão da rede elétrica, mas apagões continuam
-
De volta aos palcos, Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "injustificável"
-
Ed Sheeran volta aos palcos em meio à polêmica sobre os palestinos
-
Cuba restabelece conexão elétrica após novo apagão generalizado
-
Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Com hat-trick de Raphinha, Barça vence Sevilla e segue 100% no Espanhol
-
Paris FC e Lyon seguem invictos e entram na zona da Champions no Francês
-
Bachelet desiste de candidatura para chefiar secretaria-geral da ONU
-
Jogador do Cienciano denuncia "mala preta" de dirigente do City Torque na Sul-Americana
-
Borussia Dortmund mantém 100% de aproveitamento e se isola na liderança do Alemão
-
Trump diz que não vai tolerar as tentativas de frear o desenvolvimento da IA
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataques contra a capital saudita
-
Inter arranca empate com Roma no duelo entre líderes do Campeonato Italiano
-
Houthis dizem ter atacado "locais sensíveis" na capital saudita
-
Campeão Arsenal é atropelado pelo Brighton e perde invencibilidade no Inglês
Auditoria da UE revela problemas de rastreabilidade nas exportações de carne bovina brasileira
O Brasil decidiu suspender a exportação de carne bovina à União Europeia depois que uma auditoria do bloco revelou deficiências no controle de qualidade e na rastreabilidade de determinados hormônios, informaram fontes europeias nesta terça-feira (12).
Segundo a auditoria europeia, realizada na primavera boreal, "os procedimentos vigentes para garantir que o gado cuja carne se destina ao mercado da UE nunca foi tratado com estradiol 17β com fins zootécnicos ou terapêuticos, são ineficazes".
Em particular, "a autoridade competente [brasileira] não pode garantir a fiabilidade das declarações juramentadas dos operadores" sobre este tema, acrescenta o "relatório final", revelado pelo jornal francês Le Parisien.
O objetivo da auditoria era "avaliar os controles de resíduos de substâncias farmacologicamente ativas, pesticidas e poluentes em animais e produtos de origem animal" no Brasil.
Sua publicação acontece no momento em que a conclusão, possivelmente iminente, de um acordo de livre-comércio entre a UE e os cinco países do Mercosul (entre eles o Brasil) suscita forte oposição, especialmente por parte dos pecuaristas, que temem a concorrência de certos produtos procedentes da América Latina, em particular a carne bovina.
Segundo uma fonte da Comissão Europeia, representantes da Direção de Saúde da UE viajaram ao Brasil e "constataram certas deficiências no sistema de controle das autoridades brasileiras, sobretudo no que se refere às novilhas".
"Como sempre ocorre nestes casos, se envia um pedido de atuação ao país envolvido para que os problemas sejam sanados e, neste caso, as próprias autoridades brasileiras paralisaram diretamente as exportações deste tipo de animais à UE", explicou.
"Uma vez confirmado o plano de ação e constatado que é bom, verificaremos de nossa parte que tudo é aceitável e as exportações poderão ser retomadas", declarou.
A quantidade em questão "não é enorme porque se trata de gado muito específico", indicou este funcionário europeu, sem detalhar o volume nem há quanto tempo existe o problema.
"Mas o que posso dizer é que os controles funcionam [...] e quando encontramos deficiências tomamos medidas", afirmou.
Para Karine Jacquemart, diretora da ONG foodwatch, "este relatório de auditoria mostra que potencialmente consumimos há anos carne bovina brasileira tratada com hormônios e introduzida de forma fraudulenta na Europa".
"Os padrões brasileiros estão expondo os consumidores europeus a um risco sanitário. É um escândalo triplo: risco para a saúde, fraude alimentar e riscos relacionados com o acordo UE-Mercosul", acrescentou.
A UE proíbe o uso de hormônios, incluído o estradiol, para estimular o crescimento dos animais, tanto em seus Estados-membros quanto nas importações de outros países.
R.Buehler--VB