-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Forças curdas anunciam acordo 'global' com o governo da Síria
-
Chanceler iraniano se diz disposto a negociação nuclear 'em pé de igualdade'
-
Trump indica Kevin Warsh para ser o próximo presidente do Fed
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
Repescagem da Champions terá Monaco-PSG e reencontro de Benfica com Real Madrid
-
Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
EUA a caminho de novo 'shutdown' em meio a críticas democratas por mortes de manifestantes
-
Alcaraz supera Zverev em batalha de mais 5 horas e avança à final do Aberto da Austrália
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Argentina decreta emergência por incêndios na Patagônia
-
Trump suspende parcialmente o embargo petrolífero à Venezuela após abertura em nova lei
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Lágrimas de LeBron acendem especulações sobre despedida das quadras
-
Bayern visita Hamburgo com missão de evitar que título da Bundesliga fique em aberto
-
EUA deve manter distância de aposta separatista de Alberta, diz premiê do Canadá
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Mano Menezes assume como novo técnico da seleção peruana
-
Eliminado da Champions e prejudicado por lesões, Napoli foca na Serie A
-
Porto, Betis e Roma avançam às oitavas da Liga Europa; Feyenoord é eliminado
-
'Czar da fronteira' de Trump promete continuar ofensiva anti-imigração em Minneapolis
-
Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores
-
EUA perto de novo 'shutdown' em meio a críticas de democratas por mortes em Minneapolis
-
Médicos sem Fronteiras alerta para aumento da violência sexual na capital do Haiti
-
Lula fará cirurgia de catarata em um olho nesta 6ª feira
-
Cruz Vermelha informa que transferiu corpos de 15 palestinos para Gaza
-
Ataques russos com drones deixam seis mortos na Ucrânia
-
China bane 73 pessoas do futebol por manipulação de resultados
-
Timo Werner assina com San Jose Earthquakes da MLS
-
Com lesão no tornozelo, Kvaratskhelia vai desfalcar PSG de oito a dez dias
-
Emissário de Trump promete seguir com ações anti-imigração em Minneapolis
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Igrejas cristãs da Colômbia rejeitam declarações de Petro sobre sexualidade de Jesus Cristo
-
Boxeador Gervonta Davis é preso em Miami por agressão e sequestro
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Google apresenta AlphaGenome, um novo passo na compreensão do genoma humano
-
Lego e tarifas: México anseia negociação comercial com EUA
-
Rybakina vence Pegula e vai enfrentar Sabalenka na final do Aberto da Austrália
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Técnico de Senegal é suspenso por 5 jogos devido aos incidentes na final da Copa Africana de Nações
-
Famílias de vítimas no Irã denunciam extorsão de autoridades
-
Sabalenka derrota Svitolina e retorna à final do Aberto da Austrália
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Preço do ouro se aproxima de 5.600 dólares após ameaças de Trump contra o Irã
2023 provavelmente será o ano mais quente da história
As temperaturas médias mundiais durante os três meses do verão no hemisfério norte (junho-julho-agosto) foram as mais elevadas já registradas, anunciou nesta quarta-feira (6) o observatório europeu Copernicus, para o qual 2023 provavelmente será o ano mais quente da história.
"O colapso climático começou", lamentou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.
"Nosso clima está implodindo mais rápido do que podemos enfrentar, com fenômenos meteorológicos extremos que afetam todos os cantos do planeta", afirmou em um comunicado. "Os cientistas alertam há muito tempo sobre as consequências de nossa dependência dos combustíveis fósseis", acrescentou.
Ondas de calor, secas, inundações e incêndios afetaram a Ásia, Europa e América do Norte durante o verão boreal, em proporções dramáticas e, em alguns casos, sem precedentes, com mortes e danos elevados para as economias e o meio ambiente.
O hemisfério sul, com recordes de calor em pleno inverno, também foi afetado.
- "120 mil anos" -
"A estação junho-julho-agosto 2023", que corresponde ao verão no hemisfério norte, "foi de longe a mais quente já registrada no mundo, com uma temperatura média mundial de 16,77 graus Celsius", anunciou o Copernicus.
O resultado ficou 0,66°C acima da média no período 1991-2020, que também registrou um aumento das temperaturas médias do planeta devido à mudança climática provocada pela atividade humana. E superior - quase dois décimos - ao recorde anterior de 2019.
Julho foi o mês mais quente já registrado na história, e agora agosto tornou-se o segundo, detalhou o Copernicus.
E nos oito primeiros meses do ano, a temperatura média do planeta está "apenas 0,01°C atrás de 2016, o ano mais quente já registrado".
Mas o recorde deve cair em breve, levando em consideração as previsões meteorológicas e o retorno do fenômeno climático 'El Niño' no Oceano Pacífico, que resultará em mais aquecimento.
"Dado o excesso de calor na superfície dos oceanos, 2023 provavelmente será o ano mais quente (...) que a humanidade já conheceu", declarou à AFP Samantha Burgess, vice-diretora do serviço de mudança climática (C3S) do Copernicus.
A base de dados de Copernicus remonta a 1940, mas pode ser comparada com o clima dos milênios anteriores, estabelecido graças aos anéis das árvores e aos núcleos de gelo, e sintetizado no relatório mais recentes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.
A partir desta base de dados, "os três meses que acabamos de vivenciar foram os mais quentes em quase 120 mil anos, ou seja, desde o início da história da humanidade", afirmou Burgess.
- Superaquecimento dos oceanos -
Apesar de três anos consecutivos de 'La Niña', fenômeno inverso ao 'El Niño' que compensa parcialmente o aquecimento, o período 2015-2022 foi o mais quente já registrado.
O superaquecimento dos oceanos, que continuam absorvendo 90% do excesso de calor provocado pela atividade humana desde o início da era industrial, tem um papel crucial no processo.
Desde abril, a temperatura média de superfície dos oceanos registra níveis de calor inéditos.
"De 31 de julho a 31 de agosto, esta temperatura superou todos os dias o recorde anterior, de março 2016", destacou o Copernicus, atingindo a marca simbólica inédita de 21°C, muito acima de todos os números registrados até então.
"O aquecimento dos oceanos leva ao aquecimento da atmosfera e ao aumento da umidade, o que provoca chuvas mais intensas e um aumento da energia disponível para os ciclones tropicais", alerta Burgess.
O superaquecimento também afeta a biodiversidade: "Há menos nutrientes no oceano (...) e menos oxigênio, o que ameaça a sobrevivência da fauna e da flora".
"As temperaturas seguirão aumentando enquanto não fecharmos a torneira das emissões", procedentes em grande parte da combustão de carvão, petróleo e gás, conclui a cientista.
E.Schubert--BTB