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Macron defende eliminação de vinhedos para enfrentar crise do vinho na França
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na segunda-feira (9) que, para impulsionar o setor vinícola, em crise, será necessário sacrificar algumas vinhas.
O setor do vinho na França enfrenta uma situação de superprodução, devido à redução da demanda provocada por mudanças nos hábitos de consumo, à concorrência intensa e às dificuldades de exportação.
Durante visita à grande feira Wine Paris, Macron disse aos produtores que a atividade faz parte do "estilo de vida francês", mas que é preciso adotar medidas para revitalizar o setor.
Entre as iniciativas possíveis está o mais recente fundo governamental, dotado de 130 milhões de euros (R$ 804,1 milhões), que começou na sexta-feira e oferece subsídios a proprietários com prejuízos para que arranquem suas vinhas.
"É preciso fazer isso... para que os demais (produtores) preservem seu valor", afirmou Macron.
As medidas se concentram especialmente em regiões produtoras de vinhos tintos de menor valor no sudoeste da França, como Bordeaux e Languedoc.
Em anos anteriores, para reduzir o excedente de vinho, a França subsidiou sua destilação em álcool etílico, que depois pode ser utilizado para fins industriais.
O grupo profissional francês CNAOC estimou em setembro que o país enfrenta um excedente crescente de cerca de 100 mil hectares. Segundo a entidade, aproximadamente 50 mil hectares já foram arrancados, e outros 30 mil devem ser afetados pelo novo fundo.
Os vinhos franceses e europeus também são impactados pelo aumento das tarifas de 10% e, posteriormente, de 15%, impostas às bebidas alcoólicas europeias pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025.
De acordo com dados da alfândega francesa, as exportações de bebidas para os Estados Unidos, principal destino do vinho francês, caíram 20% no ano passado, para 3,2 bilhões de euros (R$ 19,79 bilhões).
M.Schneider--VB