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Bolsonaro dá entrada em hospital de Brasília para exames após queda em cela
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada em um hospital de Brasília nesta quarta-feira (7), após ter sido transferido da prisão, um dia depois de sofrer uma queda em sua cela e bater a cabeça, constataram jornalistas da AFP.
O ex-presidente (2019-2022), de 70 anos, cumpre desde o fim de novembro pena de 27 anos de prisão na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por planejar uma tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após perder as eleições em 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro foi levado para o hospital DF Star, onde será submetido a uma tomografia computadorizada no crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, segundo a decisão judicial à qual a AFP teve acesso.
A decisão do STF de autorizar sua transferência ocorre depois de vários pedidos da defesa e de uma primeira negativa de remoção do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que havia pedido mais detalhes na terça-feira.
No mesmo dia, a esposa de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle, declarou em suas redes sociais que o ex-presidente tinha sofrido uma queda durante a madrugada e tinha batido a cabeça em um móvel.
A Polícia Federal informou que ele foi atendido após o incidente e um médico policial havia constatado lesões leves, sem necessidade de remoção hospitalar.
No entanto, a defesa alegou um "risco concreto" para a saúde do ex-presidente, devido à suspeita de traumatismo craniano e pediu a realização de novos exames.
Na terça-feira, os advogados haviam qualificado a negativa de Moraes como uma "medida que viola direitos".
Em uma última revisão na terça-feira, o médico Brasil Caiado encontrou Bolsonaro "apático, (com) uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura", segundo explicou à imprensa.
Esta é a segunda saída de Bolsonaro desde que foi preso, em novembro. O ex-presidente tinha retornado à prisão em 1º de janeiro, após mais de uma semana internado por uma cirurgia de hérnia inguinal e vários procedimentos para atenuar suas crises de soluço.
No mesmo dia, o STF rejeitou um terceiro pedido de prisão domiciliar por razões de saúde. Anteriormente, o ex-presidente havia estado preso preventivamente em sua residência até que, no fim de novembro, violou a tornozeleira eletrônica que usava.
Bolsonaro sofre com sequelas de uma facada sofrida no abdômen durante um ato de campanha em 2018, que exigiu várias cirurgias.
R.Flueckiger--VB