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Bolsonaro será submetido a procedimento médico para tratar crises de soluço
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, será submetido, neste sábado (27), a um procedimento médico para tratar as crises de soluço que o acometem há meses, informou sua esposa.
Na quarta-feira, Bolsonaro, de 70 anos, saiu pela primeira vez da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso em uma sala desde o fim de novembro para se submeter a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal no hospital DF Star na capital federal, onde permanece internado.
A cirurgia, realizada na quinta-feira, transcorreu sem intercorrências.
Os médicos que atendem o ex-presidente informaram que avaliariam nos dias seguintes a necessidade de outro procedimento médico para tratar suas crises recorrentes de soluço: o bloqueio anestésico do nervo frênico, que controla o diafragma.
"Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico", anunciou em uma postagem nas redes sociais, neste sábado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanha o marido no hospital.
"Já são nove meses de luta e angústia com soluçõs diários", lamentou.
O ex-presidente (2019-2022) sofre com as sequelas da facada sofrida no abdômen durante um ato de campanha em 2018, que o obrigaram a se submeter a várias cirurgias de grande porte.
O procedimento deste sábado consiste em buscar o trajeto do nervo com um aparelho de ultrassom e, uma vez localizado, injetar-lhe um anestésico, explicou a jornalistas durante a semana o médico de Bolsonaro, Claudio Birolini.
"Ele está deprimido, um pouco, pela situação, bastante ansioso, a ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço que atrapalha o sono dele (...) Ele fica muito incomodado com isso", complementou o doutor Brasil Caiado, que também atende o ex-presidente durante sua internação em Brasília.
Os médicos tinham antecipado que decidiriam na segunda-feira sobre a necessidade da intervenção, e não informaram uma duração para o procedimento.
Bolsonaro esteve em prisão domiciliar entre agosto e novembro. Ele deu entrada na prisão em 22 de novembro, alguns dias antes do previsto após tentar violar a tornozeleira eletrônica que o monitorava com uma solda.
Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) o considerou culpado de conspirar para se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A trama golpista fracassou por falta de apoio dos altos comandos militares. O ex-capitão do Exército alega inocência e se diz "perseguido" pelo STF.
Quando tiver alta médica, Bolsonaro deverá voltar à pequena sala da Superintendência da PF em Brasília equipada com frigobar, ar-condicionado e aparelho de TV, onde cumpre pena.
G.Schmid--VB