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G7 considera liberar reservas estratégicas de petróleo, mas 'ainda não'
Os ministros das Finanças do G7 estão "prontos" para usar as reservas estratégicas de petróleo para mitigar a alta dos preços do petróleo derivada da guerra no Oriente Médio, mas "ainda não", anunciou o governo francês.
Segundo o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, o G7 "ainda não chegou a esse ponto" em relação à possível liberação das reservas estratégicas de petróleo.
"O que acordamos é usar todas as ferramentas necessárias, se preciso, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação das reservas necessárias", afirmou o ministro.
"Continuaremos monitorando a situação de perto; estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias", acrescentou.
Em uma reunião por videoconferência, os ministros de Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália buscaram uma resposta comum.
Em Bruxelas, a Comissão Europeia avaliou nesta segunda-feira que não há risco de "escassez iminente de fornecimento de petróleo na Europa".
"Todos os Estados-membros devem dispor de estoques de emergência para 90 dias (...) Os Estados-membros deverão informar à Comissão quando liberarem essas reservas. Até onde sabemos, nenhum Estado-membro o fez até agora", afirmou uma porta-voz.
Europa, Japão e Canadá aguardam as intenções dos Estados Unidos.
Por enquanto, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sugeriu suspender as sanções ao petróleo russo para "criar oferta".
O preço do petróleo chegou a subir mais de 30% nesta segunda-feira, aproximando-se de 120 dólares (634 reais, na cotação atual) nos mercados asiáticos, o que derrubou as bolsas e reacendeu temores de um surto inflacionário.
A alta, porém, diminuiu quando surgiu a possibilidade de o G7 recorrer às reservas estratégicas.
A caminho de Chipre, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou a jornalistas nesta segunda-feira "que o uso das reservas estratégicas estava sendo considerado como opção".
Segundo o jornal britânico Financial Times, os ministros das Finanças do G7 "discutirão uma possível liberação conjunta de petróleo proveniente das reservas coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE)".
Investidores estão preocupados com interrupções no fornecimento pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, bloqueado há vários dias.
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H.Gerber--VB