-
Portugal realiza eleições presidenciais com opções para a extrema direita
-
Israel questiona composição de órgão do Conselho de Paz para Gaza
-
Marrocos-Senegal: quem será coroado 'Rei Leão' do futebol africano?
-
Arsenal empata na visita ao Nottingham Forest (0-0), mas City e Liverpool não aproveitam
-
Trump ameaça Europa com novas tarifas até EUA adquirir a Groenlândia
-
Bayern reage e goleia na visita ao Leipzig (5-1)
-
Mercosul e UE assinam acordo comercial histórico e reivindicam multilateralismo
-
Exército amplia controle no norte da Síria
-
Nigéria vence Egito nos pênaltis e termina Copa Africana em 3º lugar
-
Lens vence Auxerre (1-0) e recupera liderança do Francês
-
Djokovic diz que seu vício em tênis o impede de se aposentar aos 38 anos
-
Trump convida mais líderes a se unirem ao 'Conselho da Paz' para Gaza
-
Negociadores ucranianos estão nos EUA para discutir fim da guerra com Rússia
-
Borussia Dortmund vence lanterna St Pauli (3-2) com gol de pênalti nos acréscimos
-
'Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas', diz chefe da UE sobre acordo com Mercosul
-
Inter vence Udinese (1-0) com gol de Lautaro e aumenta vantagem na liderança do Italiano
-
Milhares protestam em Dinamarca e Groenlândia contra planos de Trump
-
Iranianos relatam o 'pesadelo' da repressão dos aiatolás
-
Presidente de Uganda garante sétimo mandato em clima de intimidação
-
Sob vaias, Real Madrid reage e vence Levante (2-0) no Espanhol
-
Milhares de manifestantes pedem em Copenhague que Trump se afaste da Groenlândia
-
Na estreia de seu novo técnico, United vence City (2-0), que pode ver Arsenal disparar
-
Juíza dos EUA limita poderes de agentes de imigração no estado de Minnesota
-
Milei e outros líderes anunciam convite de Trump para integrar 'conselho de paz' para Gaza
-
Sem Lula, Mercosul e UE assinam acordo histórico de livre comércio
-
Trump nomeia Marco Rubio e Tony Blair para 'conselho de paz' em Gaza
-
Presidente interina da Venezuela destitui ministro apontado como laranja de Maduro
-
Brasil e UE exaltam acordo UE-Mercosul como vitória do multilateralismo
-
Suprema Corte dos EUA vai analisar recurso da Bayer em caso de herbicida com glifosato
-
Os opositores que continuam presos na Venezuela pós-Maduro
-
Com 2 de Dembélé, PSG vence Lille (3-0) e dorme na liderança do Francês
-
Cuba consegue atender apenas metade de sua necessidade de eletricidade
-
Equador mobiliza 10 mil soldados para reforçar guerra contra o narcotráfico
-
Trump ameaça taxar países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia
-
Zelensky diz esperar acordo sobre garantias de segurança antes de negociação com EUA
-
Corina Machado diz que Venezuela já iniciou transição e Delcy cumpre 'ordens' dos EUA
-
Petrobras bateu recorde de produção de petróleo em 2025
-
OpenAI exibirá anúncios no ChatGPT nos EUA nas próximas semanas
-
'Quero ganhar a confiança da equipe', diz Isack Hadjar, novo piloto da Red Bull
-
Governo francês tenta aprovar orçamento para 2026 sem o voto do Parlamento
-
Lula e Von der Leyen comemoram acordo UE-Mercosul na véspera de assinatura
-
Congressistas dos EUA visitam Dinamarca em apoio à Groenlândia frente a Trump
-
Argentina registra superávit fiscal em 2025 pelo segundo ano consecutivo
-
Especulado no United, técnico Oliver Glasner anuncia que deixará Crystal Palace ao fim da temporada
-
Alcaraz diz estar 'com fome de título' para quebrar jejum no Aberto da Austrália
-
De pedreiro a artilheiro: brasileiro Igor Thiago, do Brentford, sonha com Copa do Mundo
-
Rússia considera 'positiva' abertura de países europeus para retomar diálogo
-
Filho do último xá do Irã diz que República islâmica 'vai cair'
-
Delegação do Congresso dos EUA visita a Dinamarca em solidariedade frente a Trump
-
Trump propôs uma 'invasão' da Venezuela em 2017, diz ex-presidente da Colômbia
Guerra volta a se intensificar em Gaza sem nova trégua à vista
Israel continuou seus bombardeios mortais contra a Faixa de Gaza neste sábado (2), após o fim de uma semana de trégua com o Hamas, e enfrentou uma salva de foguetes lançados do território palestino.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel continuará a guerra contra o Hamas "até alcançar todos os seus objetivos", que incluem a libertação dos reféns israelenses capturados no ataque de 7 de outubro e a eliminação do movimento islamista palestino no poder em Gaza desde 2007.
"Nossos soldados se prepararam durante os dias de trégua para uma vitória total contra o Hamas", declarou Netanyahu na sua primeira coletiva de imprensa desde a retoma dos combates na manhã de sexta-feira.
O exército israelense informou que desde o fim da trégua atacou "mais de 400 alvos" em Gaza, 50 deles na região de Khan Yunes (sul), onde o necrotério do principal hospital está em colapso, segundo um correspondente da AFP.
O Ministério da Saúde do governo do Hamas disse que 240 pessoas foram mortas e 650 ficaram feridas desde que a trégua expirou na sexta-feira.
Em Israel, a defesa passiva, responsável pela proteção da população, relatou neste sábado mais de 40 alertas de foguetes no centro e sul do país, que não deixaram vítimas.
- Israel se retira das negociações -
Israel nunciou que se retirou das negociações de Doha que conduziram ao cessar-fogo de 24 de novembro, mediado pelo Catar e apoiado pelo Egito e Estados Unidos.
"Devido ao bloqueio nas negociações e sob a direção do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o chefe do Mossad, David Barnea, ordenou que a sua equipe em Doha retornasse a Israel", disse o gabinete de Netanyahu.
Os dois lados acusaram-se mutuamente pelo fim da trégua na sexta-feira. Israel acusou o Hamas, organização considerada terrorista por Estados Unidos, União Europeia e Israel, de tentar atacá-lo com foguetes durante a trégua e de não apresentar uma lista de reféns a serem libertados.
O Hamas, por sua vez, afirmou que propôs "uma troca de prisioneiros e idosos" e a entrega dos corpos de reféns "que perderam a vida nos bombardeios" israelenses em Gaza, mas que Israel, "que já havia decidido retomar a agressão, não respondeu".
A guerra começou em 7 de outubro, quando milicianos islamistas invadiram o sul de Israel, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrando cerca de 240, segundo as autoridades israelenses.
Em resposta, Israel prometeu aniquilar o Hamas e iniciou uma campanha de ataques aéreos e terrestres em Gaza que, de acordo com o governo do Hamas, deixou mais de 15.000 mortos, a maioria civis.
A semana de trégua permitiu a troca de dezenas de reféns nas mãos do Hamas por prisioneiros palestinos em Israel e facilitou a entrada de ajuda na Faixa de Gaza.
Das 240 pessoas capturadas e levadas para Gaza, 137 permanecem no enclave e 110 - entre israelenses e estrangeiros - foram liberadas, segundo o governo israelense.
Autoridades internacionais e grupos humanitários condenaram a volta dos combates.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que lamenta "profundamente" o reinício das hostilidades, em mensagem na rede social X.
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, declarou que seu país continuará "intensamente focado" em libertar os reféns mantidos em Gaza.
Israel promete "aniquilar" o Hamas, um objetivo que gera preocupação até mesmo entre seus aliados, devido à exposição aos ataques dos 2,4 milhões de habitantes do território de 362 km2.
"O que é a destruição total do Hamas? Alguém acredita que é possível? Se for, a guerra durará dez anos", alertou o presidente francês, Emmanuel Macron, em Dubai, onde participa da COP28.
"A luta eficaz contra o terrorismo não envolve bombardeios sistemáticos e constantes", acrescentou.
- Outras frentes -
O Ministério sírio da Defesa denunciou bombardeios israelenses perto de Damasco.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) afirmou que quatro combatentes pró-iranianos morreram em ataques aéreos israelenses contra instalações pertencentes ao movimento libanês Hezbollah, perto da capital síria.
Antes disso, o Hezbollah, aliado do Hamas, informou a morte de dois de seu membros em bombardeios israelenses no sul do Líbano, onde também morreu um civil.
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, anunciaram que Israel matou dois dos seus membros que realizavam uma "missão" na Síria.
O exército israelense não comentou estes ataques.
- "Filme de terror" -
Guterres alertou para uma "catástrofe humanitária" em Gaza onde, segundo a ONU, 1,7 milhão de pessoas foram deslocadas e carecem de alimentos, água e outros bens devido ao cerco de Israel ao estreito território.
O Crescente Vermelho Palestino disse neste sábado que "recebeu caminhões com ajuda" através do posto de fronteira de Rafah com o Egito, os primeiros desde o término da trégua.
"O serviço de saúde está de joelhos", declarou Rob Holden, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a jornalistas em Gaza. "É como um filme de terror", acrescentou.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou que o hospital Al Awda, um dos poucos ainda em operação no norte da Faixa, foi parcialmente atingido por um ataque na sexta-feira.
Fadel Naim, médico-chefe do hospital Al Ahli, na cidade de Gaza, relatou à AFP que, neste sábado, o necrotério recebeu 30 corpos, incluindo os de sete crianças.
"Os aviões bombardearam nossas casas: três bombas, três casas destruídas", contou Nemr al Bel, de 43 anos, que detalhou que 10 membros de sua família morreram e "outros 13 ainda estão sob os escombros".
burs-mca/dhw/mas/atm/hgs/jc/ic
P.Keller--VB