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Irã chama pressão econômica de Trump de 'política fracassada'
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, minimizou nesta quinta-feira (2) a campanha de pressão econômica anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que é continuação de uma "política fracassada" que representará "uma nova derrota" para Washington.
"O chamado 'Dia D Econômico' é uma distração em relação à própria crise dos Estados Unidos: uma dívida sem precedentes e juros em alta. Dobrar a aposta em políticas fracassadas trará apenas uma nova derrota e a inimizade dos iranianos", escreveu Araghchi na rede social X.
"O terrorismo econômico dos Estados Unidos ameaça a economia mundial e a soberania em todo o planeta", enfatizou o chanceler iraniano.
Na quarta-feira à noite, Trump publicou em sua plataforma Truth Social uma mensagem veemente sobre a estratégia econômica que pretende aplicar a partir de agora, no âmbito do conflito estagnado com a República Islâmica.
"Hoje anuncio A OPERAÇÃO ECONÔMICA MAIS ESMAGADORA JÁ EMPREENDIDA CONTRA QUALQUER PAÍS! Será uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes", escreveu o republicano.
"Também anuncio que QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de tábua de salvação ao Irã enfrentará, por sua vez, TREMENDAS consequências econômicas", acrescentou.
A guerra começou em 28 de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Teerã respondeu com ataques contra alvos americanos, principalmente bases militares, nas monarquias vizinhas do Golfo.
O cessar-fogo de 8 de abril interrompeu momentaneamente os bombardeios, mas os confrontos esporádicos prosseguiram.
A tensão se concentra agora no Estreito de Ormuz, por onde transita o petróleo extraído no Golfo, e que está praticamente bloqueado.
Washington quer a reabertura da via, mas Teerã insiste que isto só acontecerá após a suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos, o fim das sanções à sua produção de petróleo e a liberação dos ativos da República Islâmica depositados no exterior.
Trump defende uma política de "pressão máxima" sobre o Irã e restabeleceu sanções após retornar à Casa Branca em janeiro de 2025.
E.Burkhard--VB