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Justiça francesa condena auxiliar escolar por abusos sexuais de crianças
Um tribunal de Paris condenou, nesta terça-feira (15), um auxiliar escolar a um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por abusar sexualmente de crianças do ensino fundamental que estavam sob seus cuidados.
Michael M., de 38 anos, admitiu durante o julgamento ter abusado sexualmente dos nove menores, com idades entre 5 e 10 anos, entre setembro de 2022 e janeiro de 2024, e pediu desculpas pelo "ocorrido".
O tribunal o condenou a cinco anos de prisão, quatro deles em regime de suspensão condicional da pena, e o proibiu de voltar a trabalhar com menores.
Além disso, determinou que o ano de efetiva restrição de liberdade seja cumprida em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.
A investigação revelou que o réu havia participado de conversas de natureza pedófila em um fórum da internet, destacou a juíza que presidiu o caso.
Em julho, um tribunal de Paris declarou culpado um homem de 25 anos por abusar sexualmente de uma menina em idade pré-escolar que estava sob seus cuidados. Ele foi condenado a 18 meses de prisão e foi proibido de trabalhar com menores.
Desde o início do ano, a prefeitura de Paris suspendeu 132 auxiliares escolares, entre eles 52 suspeitos de abuso sexual.
O Ministério Público investiga também se o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, e sua antecessora, Anne Hidalgo, que ocupou o cargo durante 12 anos até este ano, podem ser considerados responsáveis após várias denúncias de pais que os acusam de uma gestão deficiente desses casos.
Hidalgo, que compareceu nesta terça-feira perante uma comissão de investigação do Senado francês, qualificou a situação como um "fracasso coletivo", embora tenha evitado apresentar desculpas pessoais.
"Se hoje estamos diante de vocês é porque nossas instituições - a prefeitura de Paris, as autoridades locais, o sistema educativo nacional, a polícia e a Justiça - falharam na proteção de nossas crianças", declarou, ao mesmo tempo em que afirmou ter se envolvido "profundamente" na luta contra esses abusos.
Por sua vez, Grégoire, que diz ter sido vítima de abusos sexuais quando era criança, se comprometeu a combater esse flagelo, desde que assumiu o cargo em março, e o descreveu como um "problema sistêmico".
Está previsto que ele compareça perante a comissão de investigação na quarta-feira (16).
amd-cf/ah/sjw/phz/meb/ahg/rm/mvv
L.Wyss--VB