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Túmulo de Paulinho Milagreiro mantém tradição de fé em Niterói
Neste Dia de Finados, o Cemitério do Maruí, no Barreto, em Niterói, recebeu pessoas que foram rezar e deixar flores em homenagem aos entes queridos. Outros visitantes, contudo, aproveitaram a data para pagar promessas ao menino Paulo Cesar de Souza Medina, o 'Paulinho Milagreiro', conhecido como autor de vários milagres.
Neste Dia de Finados, o Cemitério do Maruí, no Barreto, em Niterói, recebeu pessoas que foram rezar e deixar flores em homenagem aos entes queridos. Outros visitantes, contudo, aproveitaram a data para pagar promessas ao menino Paulo Cesar de Souza Medina, o 'Paulinho Milagreiro', conhecido como autor de vários milagres. No dia 2 de novembro, é comum que inúmeras pessoas visitem os cemitérios para acender velas e deixar flores nos túmulos dos familiares que partiram. Neste ano, contudo, a paisagem do Cemitério do Maruí estava diferente, com pessoas de diferentes crenças que igualmente foram ao local para agradecer por graças alcançadas e prestar homenagens ao menino.
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A movimentação no túmulo do menino Paulo Cesar de Souza Medina, falecido em 1972, após se afogar na Lagoa de Piratininga, chamava a atenção de quem caminhava pelo cemitério. Pouco depois do ocorrido, passou a circular a história de que o menino realizava milagres e atendia a pedidos. Apesar de ter se passado 54 anos, as pessoas ainda acendem velas, agradecem graças alcançadas, fazem pedidos e deixam brinquedos no túmulo do menino.
“Ele é muito conhecido por fazer milagre na vida das pessoas. Ele me ajuda muito, todos os meus pedidos sempre foram atendidos. Eu sou devota dele, todos os anos eu trago presentes, até mesmo para ajudar as crianças, porque esses presentes são doadas para orfanato. É muita emoção, é uma emoção que não cabe dentro do peito, a gente fica muito grato pelas promessas que a gente alcança”, disse a recepcionista Pâmela Costa, de 33 anos, que visitou o túmulo do menino milagreiro para agradecer e deixar presentes. A mãe do menino, Itacy de Souza Medina, falou com OSG sobre a tradição de deixar presentes no túmulo de Paulinho Milagreiro.
“Eu só agradeço a Deus por ter me dado esse filho maravilhoso, que está fazendo tanto, por muita gente. E tanta gente que vem aqui, nunca soube de uma pessoa que nunca resolveu a situação. Todos que vêm aqui conseguem a graça e vêm agradecer com brinquedinho. E esse brinquedinho é para dar alegria às crianças do orfanato”, falou a mãe do menino. A família esteve no cemitério para recolher os brinquedos depositados no túmulo de Paulinho. Os itens serão encaminhados para crianças em festas como Natal e Dia das Crianças.
“Os brinquedos são tudo para o orfanato, para o Leprosário, para as crianças de lá, filhos dos pacientes doentes. Então, os brinquedinhos são para agradar eles no Natal, no Dia das Crianças”, explicou. Venda de flores no Dia de Finados
Apesar da intensa movimentação em todo o Cemitério do Maruí, os vendedores de flores percebem uma queda nas vendas em comparação com os últimos anos. Para eles, isso ocorre porque as pessoas estão deixando de lado a tradição de colocar flores nos túmulos. Mesmo assim, as expectativas são altas. “O que está saindo são os arranjinhos prontos de flores do campo, que são mais em conta. Esperamos vender pelo menos 30 dúzias de flores”, comentou o vendedor Lucas Pereira, de 32 anos, que vende flores no Dia de Finados desde criança, junto com o pai.
T.Suter--VB