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Número de civis mortos em julho na Ucrânia foi o mais elevado desde maio de 2022, informa ONU
O número de civis mortos na guerra da Ucrânia atingiu em julho o nível mais elevado desde maio de 2022, um dos primeiros meses da invasão russa, segundo dados da ONU publicados nesta quinta-feira (13).
A Rússia lançou um número recorde de mísseis contra a Ucrânia durante o mês de julho, de acordo com dados da Força Aérea ucraniana analisados pela AFP. Os projéteis incluíram mísseis balísticos e de cruzeiro que atingiram a capital, Kiev.
Pelo menos 437 civis morreram, 30% a mais do que no mês anterior e 70% a mais do que em julho de 2025.
"O número de mortos é o mais elevado desde maio de 2022", afirmou em um comunicado a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos na Ucrânia (HRMMU). Além disso, 2.610 civis ficaram feridos.
A ONU destacou que Kiev foi "uma das cidades mais castigadas", com 54 civis mortos e 202 feridos.
Drones e mísseis de longo alcance continuaram sendo a principal causa de morte de civis em julho, com 38% do total, segundo a missão da ONU.
Desde que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, centenas de milhares de pessoas, a maioria soldados dos dois países, morreram no conflito mais violento em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
A ONU afirma ter verificado o falecimento de 16.874 civis desde o início da invasão russa, mas o número é considerado muito subestimado, já que não é possível verificar as mortes ocorridas nas áreas da Ucrânia sob ocupação russa.
Entre as áreas ocupadas está Mariupol, uma cidade costeira do Mar de Azov, cercada pelas tropas russas no início da guerra, onde se acredita que morreram milhares de pessoas.
Para enfrentar os mísseis balísticos, cuja velocidade e trajetória dificultam a interceptação, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, continua pedindo aos países aliados que forneçam meios de defesa antiaérea mais sofisticados, com destaque para os mísseis interceptadores americanos Patriot.
Em retaliação, a Ucrânia aumentou os ataques de longo alcance contra o território russo. Moscou informou que 79 civis morreram em seu território em julho e 601 ficaram feridos, vítimas dos ataques de Kiev. A ONU afirmou que não consegue verificar os números "de forma independente, por falta de informação e de acesso".
T.Egger--VB