Volkswacht Bodensee - Ex-funcionária acusa Petro de maus-tratos após denunciar corrupção na Colômbia

Ex-funcionária acusa Petro de maus-tratos após denunciar corrupção na Colômbia
Ex-funcionária acusa Petro de maus-tratos após denunciar corrupção na Colômbia / foto: © AFP

Ex-funcionária acusa Petro de maus-tratos após denunciar corrupção na Colômbia

A ex-secretária-geral da presidência da Colômbia, Angie Rodríguez, acusou nesta terça-feira (28) o mandatário de esquerda, Gustavo Petro, de maus-tratos após denunciar supostos casos de corrupção que desencadearam um escândalo a poucos dias do fim de seu governo.

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Rodríguez foi uma das funcionárias mais próximas de Petro até que sua relação se rompeu no início deste ano. Até janeiro, ela era responsável pelos assuntos administrativos da presidência e de encaminhar nomeações em ministérios e entidades.

Nos últimos dias, denunciou a existência de uma suposta rede de corrupção dentro do governo que operava com conhecimento do presidente, que deixará o poder em 7 de agosto com a posse do político de extrema direita Abelardo de la Espriella.

Rodríguez assegurou à imprensa que a suposta estrutura para influenciar nomeações de altos cargos políticos era liderada por Juliana Guerrero, uma jovem de 24 anos e sem experiência em política próxima a Petro.

A ex-secretária afirma que se negou a aprovar várias nomeações, entre elas a de Guerrero como vice-ministra do Ministério da Igualdade a pedido do presidente, após ser comprovado que seu diploma universitário era falso.

Rodríguez afirma que após se opor a essas decisões, recebeu maus-tratos por parte de Petro e sugeriu que ele chegou a ameaçá-la.

"Isso me lembrou do seu passado na guerrilha", contou nesta terça-feira à Blu Rádio, em referência à militância de Petro na guerrilha urbana M-19 durante sua juventude.

Rodríguez acrescentou que teme por sua vida: "O medo que mais me acompanha é que me matem ou que me coloquem na prisão por meio de armações", disse entre lágrimas.

Petro qualificou Rodríguez como "manipuladora" e descartou as denúncias.

Após sair da Secretaria-Geral da Presidência em janeiro, Rodríguez assumiu como chefe de uma entidade responsável por financiar projetos em zonas afetadas por desastres naturais.

Afirma que as "situações extremas" às quais o presidente a submeteu, por meio da forma como a tratava, lhe causaram depressão e ansiedade.

O governo de Petro também foi atingido por outros escândalos de corrupção, pelos quais foram detidos ex-ministros da Fazenda e do Interior.

C.Koch--VB