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Reino Unido teve sete primeiros-ministros em uma década de 'caos'
Com a chegada, nesta segunda-feira (20), de Andy Burnham à Downing Street, onde sucede a Keir Starmer, também trabalhista, a instabilidade política continua no Reino Unido, que teve sete mudanças de primeiro-ministro desde o referendo do Brexit de 2016.
- David Cameron (maio de 2010-julho de 2016)
No dia seguinte ao referendo de 23 de junho de 2016, em que o Brexit saiu vitorioso, o primeiro-ministro conservador David Cameron, que havia decidido convocar a consulta, mas defendia a permanência do Reino Unido na União Europeia, anunciou sua renúncia, colocando fim a um período de relativa estabilidade. Ele havia assumido o cargo em maio de 2010.
- Theresa May (julho de 2016-julho de 2019)
Theresa May, que assumiu a liderança do Partido Conservador após a saída de David Cameron, tornou-se a segunda mulher a ocupar o número 10 da Downing Street, depois de Margaret Thatcher.
As eleições legislativas antecipadas que convocou em junho de 2017 levaram os conservadores a perderem a maioria absoluta.
Após fracassar em três ocasiões na tentativa de que o Parlamento aprovasse o acordo sobre o Brexit negociado com a União Europeia, anunciou sua renúncia em 24 de maio de 2019, expressando seu "profundo pesar por não ter sido capaz de levar o Brexit adiante".
- Boris Johnson (julho de 2019-setembro de 2022)
Nomeado primeiro-ministro em julho de 2019 após assumir a liderança dos conservadores, Boris Johnson convocou eleições legislativas antecipadas em dezembro daquele ano. A vitória de seu partido lhe permitiu permanecer à frente do governo.
No entanto, enfraquecido por uma série de escândalos, entre eles o chamado Partygate – as festas realizadas em Downing Street durante a pandemia de covid-19 –, o excêntrico ex-prefeito de Londres foi obrigado a renunciar após uma onda de demissões dentro de seu governo.
- Liz Truss (setembro de 2022-outubro de 2022)
Pressionada, Liz Truss apresentou sua renúncia após apenas 49 dias no poder, o mandato mais breve de um primeiro-ministro britânico. A líder conservadora desencadeou uma crise política e financeira com seu programa econômico radical, baseado em importantes cortes de impostos sem financiamento.
- Rishi Sunak (outubro de 2022-julho de 2024)
Rishi Sunak deixou Downing Street após a histórica derrota dos conservadores nas eleições legislativas, que pôs fim a 14 anos de governos tories.
O ex-banqueiro de investimento havia conseguido devolver alguma estabilidade depois do caos do mandato de sua antecessora, mas não conseguiu convencer eleitores ansiosos para dar uma oportunidade ao Partido Trabalhista.
- Keir Starmer (julho de 2024-julho de 2026)
Em 22 de junho de 2026, o trabalhista Keir Starmer, impopular e sob forte pressão havia meses, anunciou sua demissão, menos de dois anos depois de chegar a Downing Street e devolver o Partido Trabalhista ao poder.
O advogado e ex-promotor perdeu a confiança de seu partido após uma série de decisões equivocadas, mudanças de rumo, a polêmica em torno da nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, apesar de seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, e várias derrotas trabalhistas nas eleições locais.
- Andy Burnham (20 de julho de 2026)
Depois de retornar ao Parlamento após uma eleição suplementar realizada em 18 de junho, Andy Burnham lançou-se à conquista da liderança do Partido Trabalhista.
O ex-prefeito da Grande Manchester foi o único candidato. Foi proclamado líder em 17 de julho e instalou-se em Downing Street em 20 de julho de 2026.
A.Zbinden--VB