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EUA ataca Irã, que responde com ações contra países do Golfo
As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira (13) pelo segundo dia consecutivo, com o objetivo de impedir o país de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases americanas em vários países do Golfo.
A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo.
As forças americanas no Oriente Médio atingiram "sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos", ações que pretendem impedir a República Islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou em vários comunicados divulgados pela agência de notícias oficial IRNA que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.
Também reivindicou ataques contra instalações americanas em Omã. No domingo, foram relatados ataques contra bases americanas no Catar.
O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a "objetos aéreos hostis" lançados contra seu território.
Estados Unidos e Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque israelense e americano contra o território iraniano.
Os ataques entre os dois lados minam o protocolo de acordo para acabar com a guerra, que abalou a economia global.
A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz.
Na cidade de Mahshahr, sudoeste do Irã, "uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas" no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan, citada pela agência IRNA.
O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por "deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses" para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
O aumento da tensão aconteceu após um ataque iraniano na madrugada de domingo contra um navio comercial no Estreito de Ormuz, cuja tripulação foi obrigada a abandonar a embarcação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo "acabou" devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
T.Suter--VB