-
Fed contraria Trump e aumenta juros para conter inflação
-
Líder da UE quer Canadá como primeiro 'membro associado' do bloco
-
Congresso dos EUA aprova novo pacote de sanções contra Rússia
-
Benfica derruba Milan em duelo de gigantes na estreia da Liga Europa
-
Justiça argentina ordena interrupção de operações petroleiras nas Malvinas
-
Com hat-trick de Raphinha, Barcelona atropela Racing no Espanhol; Atlético goleia Osasuna
-
United desperdiça vantagem de dois gols e é eliminado da Copa da Liga pelo Brighton
-
Botafogo anuncia Tite como novo técnico
-
Líder da UE quer ver o Canadá como primeiro "membro associado" do bloco
-
Houthis do Iêmen relatam ataques de Riade, que os acusa de atacar Meca
-
Fed eleva juros para conter inflação, contrariando Trump
-
Mbappé mostra solidariedade a Ceuta e diz que não queria priorizar sofrimentos
-
Nadal voltará às quadras para comemorar aniversário de sua academia de tênis
-
ONU denuncia concentração de poderes na Nicarágua
-
Ex-presidente José Sarney deixa hospital após ser internado com pneumonia
-
Empresas de petróleo e mineração dos EUA vão operar na Venezuela com apoio de Trump
-
Fed aumenta juros ante inflação, indo contra linha de Trump
-
FIA divulga calendário da temporada 2027 da F1; São Paulo terá corrida sprint
-
Canadá e Alemanha se aliam por uma IA "a serviço da população"
-
João Pedro é cortado da Seleção por lesão; Martinelli, do Fluminense, é convocado
-
Desabamento de prédio em Gaza deixa 21 mortos, incluindo 12 crianças
-
EUA premia colaboração antidrogas da Venezuela e incentiva esforços de Colômbia e Bolívia
-
Presidente da LaLiga critica atitude de Vini Jr e Mbappé com camisa em apoio a Ceuta
-
Indicados às principais categorias do Grammy Latino
-
'Estamos perdendo o controle', diz à AFP pioneiro da IA Yoshua Bengio
-
Chefe da ONU pede 'coordenação global' sobre os riscos da IA
-
Israel ameaça 'terminar o trabalho' em Gaza e expulsar palestinos
-
Modelo de Bukele também seduz o Brasil com vistas às eleições presidenciais
-
Alta dos combustíveis provoca protestos em todo o mundo
-
OMS vê 'sinais promissores' no combate ao ebola na RDC
-
Presidente do Egito rejeita deslocamento da população palestina de Gaza
-
Em 'Resident Evil', Zach Cregger leva o espírito dos videogames ao cinema
-
Seleção Brasileira feminina jogará amistosos contra Argentina e Japão
-
Anitta concorre a Álbum do Ano no Grammy Latino
-
UE propõe proibir redes sociais aos menores de 13 anos
-
IA ameaça aumentar desigualdades de gênero no mercado de trabalho, segundo relatório
-
Seca causada pelo El Niño assola a América Central
-
Vilarejo inglês vota pela independência em protesto contra centro para imigrantes
-
Greta Thunberg critica Ed Sheeran por controvérsia sobre comentários pró-palestinos
-
Renault investirá mais € 319 milhões no Brasil com a chinesa Geely
-
Anistia Internacional acusa Irã de 'crimes contra a humanidade' durante protestos de 2022
-
Líder da UE propõe status de 'membro associado' para o Canadá
-
Líbano quer acordo com Israel e desarmar o Hezbollah sem confronto, diz presidente
-
Desabamento de edifício em Gaza deixa 20 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Papa faz alerta contra a dependência dos algoritmos
-
UE propõe proibição das redes sociais aos menores de 13 anos
-
Três mortos em acidente de helicóptero de notícias em Los Angeles
-
CEO da Meta rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA
-
Arábia Saudita acusa houthis de ataque contra Meca
-
EUA prepara pacote de armas bilionário para Israel (imprensa)
Bolívia entra na quarta semana de protestos, que presidente tenta acalmar reduzindo seu salário
Milhares de manifestantes marcham nesta segunda-feira (25) na capital política da Bolívia para exigir a renúncia do presidente Rodrigo Paz, que anunciou que reduzirá seu salário à metade em uma tentativa de acalmar os protestos que entraram em sua quarta semana.
O mandatário de centro-direita, de 58 anos, enfrenta o maior protesto social de sua breve gestão, iniciada em novembro, devido à crise econômica no país andino, a pior das últimas quatro décadas.
Milhares de moradores, garimpeiros, agricultores e operários de fábrica desfilaram pelas ruas e avenidas de La Paz, sede dos poderes Executivo e Legislativo. "O povo está enfurecido!", gritam alguns manifestantes.
Os manifestantes rejeitam a política econômica liberal de Paz, exigem aumentos salariais e o responsabilizam pela distribuição de gasolina de má qualidade que danificou milhares de veículos.
"O que queremos? Que renuncie! Quando? Agora!", grita a multidão que detonou fogos de artifício enquanto seguiam a La Paz da cidade vizinha de El Alto, constataram jornalistas da AFP.
Os protestos começaram no início de maio com um chamado à greve da Central Operária Boliviana (COB), o maior sindicato do país, e bloqueios de estradas que já chegam a cerca de cinquenta pontos do território.
A escassez de alimentos, remédios e gasolina afeta principalmente La Paz e sua vizinha El Alto. Em outras cidades, como Oruro (oeste), Potosí (sudoeste) e Cochabamba (centro), o problema é menor.
- "Estamos com raiva!" -
No sábado houve confrontos quando policiais e militares tentaram, sem sucesso, abrir uma entrada para La Paz e El Alto para comboios com gasolina, medicamentos e alimentos. Eles foram barrados por civis que usaram pedras e paus.
"Este governo está nos massacrando, está nos discriminando", diz Julia Ramírez, agricultora aimará de 57 anos. Félix Mamani, garimpeiro de 27 anos, afirma à AFP: "estamos com raiva, porque o governo Paz mentiu para nós".
Os manifestantes chegaram ao centro de La Paz, mas o acesso à Plaza de Armas foi cercado por centenas de policiais antichoque. Há várias barricadas de agentes fardados nas ruas de acesso, com grades metálicas, cercas e correntes.
Vendedores ambulantes comercializam máscaras e vinagre, para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo lançado nas marchas da semana passada.
- Diálogo e salários -
Em um discurso que pronunciou na cidade de Sucre (sul), em um aniversário cívico, o presidente anunciou que reduzirá à metade o seu salário e o de seus ministros.
A medida é quase simbólica. A renda mensal do chefe de Estado é de cerca de 24.000 bolivianos (17.262 reais) e sua redução não está entre as reivindicações dos manifestantes.
O presidente voltou a convocar nesta segunda-feira as organizações que lideram os protestos ao diálogo, mas descartou conversar com radicais que usem a violência. "Uma minoria não pode governar, uma minoria não pode abusar de nós e faremos cumprir claramente a Constituição", advertiu.
O governo boliviano denunciou que essas mobilizações buscam "alterar a ordem democrática" e acusou o ex-presidente socialista Evo Morales, foragido por um caso de suposta exploração de uma menor, de instigá-las.
O líder cocaleiro instou o governo no domingo a convocar novas eleições em 90 dias.
No domingo, Paz deveria iniciar um diálogo com um sindicato de agricultores, mas a reunião não se realizou devido aos confrontos com a polícia no sábado.
A comunidade internacional, com os Estados Unidos à frente, expressou firme apoio à democracia boliviana.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na semana passada que os Estados Unidos não permitirão "que criminosos e narcotraficantes derrubem líderes eleitos democraticamente".
D.Schlegel--VB