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Starmer acusa Irã de 'querer prejudicar judeus britânicos' após ataque deixar dois feridos
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, acusou o Irã nesta quinta-feira (30) de "querer prejudicar os judeus britânicos", um dia após mais um ataque antissemita em Londres ter deixado duas pessoas feridas.
"Precisamos de poderes mais fortes para lidar com a ameaça maligna representada por Estados como o Irã, porque sabemos com certeza que eles querem prejudicar os judeus britânicos", disse Starmer em um comunicado.
Um grupo pouco conhecido, suspeito de ter vínculos com as autoridades iranianas, o "Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya" (Haji), reivindicou a autoria de uma série de ataques nas últimas semanas contra a comunidade judaica no Reino Unido e em outros países europeus.
Starmer havia dito anteriormente, no início de uma reunião com autoridades de segurança e vários ministros, que a resposta legal aos ataques contra a comunidade judaica deve ser "rápida e visível".
Por sua vez, o grande rabino do Reino Unido, Ephraim Mirvis, afirmou que "palavras de condenação não bastam" e pediu às autoridades que "tomem medidas concretas".
A comunidade judaica acusa as autoridades de não fazerem o suficiente para combater o antissemitismo.
O primeiro-ministro foi vaiado nesta quinta-feira no bairro de Golders Green, no norte de Londres, lar de uma grande comunidade judaica, ao visitar o local de um ataque com faca que deixou duas pessoas feridas no dia anterior.
A visita de Starmer a Golders Green ocorreu no mesmo dia em que o governo britânico anunciou mais 25 milhões de libras (169 milhões de reais) para garantir a segurança da comunidade judaica.
Na quarta-feira, dois homens judeus ficaram feridos em um ataque com faca em Golders Green. O incidente foi classificado como um ataque terrorista pela polícia e o suspeito foi preso.
R.Buehler--VB