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Chefe do Pentágono prestará esclarecimentos ao Congresso sobre a guerra no Irã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrentará questionamentos rigorosos de congressistas nesta quarta-feira (29) sobre a guerra no Irã, em sua primeira aparição perante o Congresso desde o início do conflito.
Oficialmente, a audiência de Hegseth perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara diz respeito ao pedido do governo Trump para aumentar o orçamento de defesa dos EUA em 42%, elevando-o para 1,5 trilhão de dólares até 2027 (7,4 trilhões de reais).
No entanto, ocorre em um momento em que a guerra no Oriente Médio permanece sem solução e seus efeitos econômicos são sentidos em todo o mundo.
Congressistas tanto do Partido Republicano quanto da oposição democrata já expressaram insatisfação com as informações sobre a guerra fornecidas pelo governo em reuniões fechadas.
Isso prepara o terreno para uma audiência pública de alto risco, na qual o chefe do Estado-Maior conjunto, general Dan Caine, também deverá participar.
Este mês, os democratas da Câmara apresentaram seis pedidos de impeachment contra Hegseth, embora não tenham chances reais de sucesso. Eles o acusam de "delitos e falhas graves", incluindo a declaração de guerra contra o Irã sem a aprovação do Congresso.
Mais de uma dúzia de democratas também enviaram uma carta a Hegseth na semana passada exigindo uma "investigação formal e imediata" sobre as mortes de seis militares americanos no Kuwait em 1º de março, alegando que o chefe do Pentágono não protegeu as forças americanas e depois "enganou o público sobre as circunstâncias do ataque".
No total, 13 militares americanos morreram no conflito: seis em um ataque iraniano no Kuwait, um em outro ataque na Arábia Saudita e seis em um acidente de avião no Iraque. Outros 400 ficaram feridos.
F.Wagner--VB