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Enviada de Trump na Ucrânia deixará cargo após um ano
A representante dos Estados Unidos na Ucrânia, nomeada há menos de um ano, deixará o cargo, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (28), enquanto o presidente Donald Trump pressiona Kiev para alcançar um acordo ainda evasivo com a Rússia.
O Financial Times, que cita fontes anônimas, afirmou que Julia Davis estaria frustrada com Trump por sua falta de apoio à Ucrânia, mas o Departamento de Estado negou que houvesse conflitos.
"É falso sugerir que a embaixadora Davis está deixando o cargo 'por divergências com Donald Trump'", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
"Ela continuará promovendo com orgulho as políticas do presidente Trump até deixar oficialmente Kiev em junho de 2026 e se aposentar do Departamento", acrescentou.
Davis é a principal autoridade da embaixada americana, atuando como encarregada de negócios, mas não como embaixadora confirmada pelo Senado.
Ela foi designada pelo governo Trump em maio de 2025, após sua antecessora, a também diplomata de carreira Bridget Brink, renunciar.
Brink, que havia sido nomeada pelo presidente Joe Biden e agora concorre ao Congresso pelo Partido Democrata, afirmou posteriormente que ficou alarmada com a "política de apaziguamento" de Trump em relação à Rússia e com a forma como "pressionou a vítima, a Ucrânia".
Trump havia prometido encerrar rapidamente a guerra na Ucrânia, que começou com a invasão russa em fevereiro de 2022, mas não conseguiu garantir um acordo.
No mês seguinte ao seu retorno à Casa Branca, Trump e o vice-presidente JD Vance repreenderam publicamente o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em uma reunião televisionada, acusando-o de ingratidão.
Mais recentemente, Trump voltou a pressionar publicamente Zelensky, afirmando que ele deveria ceder território à Rússia para alcançar um acordo.
E.Gasser--VB