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Rússia e Ucrânia anunciam troca de 193 prisioneiros de cada lado
Rússia e Ucrânia anunciaram, nesta sexta-feira (24), a troca de 193 prisioneiros de guerra de cada lado. O exército russo afirmou que os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos mediaram a troca.
Jornalistas da AFP presentes no local da troca, na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, viram dezenas de ucranianos desembarcando dos ônibus, pálidos, mas aliviados.
Envoltos em bandeiras nacionais azuis e amarelas, eles se abraçavam ou choravam enquanto falavam ao telefone com suas famílias pela primeira vez em muito tempo.
"Atualmente, os militares russos estão em Belarus, onde recebem a assistência psicológica e médica necessária", declarou o exército russo em um comunicado divulgado no aplicativo Max.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, confirmou o retorno dos 193 combatentes.
"Eles defenderam a Ucrânia em várias frentes. Entre eles estão aqueles contra os quais a Rússia iniciou processos criminais, assim como feridos", afirmou no X.
Esta é a segunda operação desse tipo neste mês: em 11 de abril, Rússia e Ucrânia trocaram 175 prisioneiros de guerra de cada lado, poucas horas antes da entrada em vigor de uma trégua de Páscoa.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos declarou em um comunicado que, desde o início do conflito, realizou 22 mediações envolvendo a troca de 6.691 prisioneiros entre os dois lados em conflito.
No total, 9.048 ucranianos, em sua maioria militares, retornaram do cativeiro desde 2022, disse à AFP Petro Yatsenko, porta-voz do Centro de Coordenação Ucraniano responsável por prisioneiros de guerra.
As trocas de prisioneiros e corpos são o único resultado concreto de várias rodadas de negociações diretas entre os dois países, organizadas desde 2025 sob pressão dos Estados Unidos.
Essas negociações, mediadas pelos EUA, estão paralisadas desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no final de fevereiro por bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã.
A ofensiva russa contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, é o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de milhares de mortes em ambos os países, segundo estimativas.
F.Mueller--VB